Novo Líder Supremo do Irã Ferido e Escondido em Bunker, Afirma EUA; Regime em Desespero

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fez alegações bombásticas nesta sexta-feira (13), afirmando que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria ferido e “provavelmente desfigurado”. Segundo Hegseth, a liderança iraniana está em desespero e se esconde em bunkers localizados em áreas civis, agindo “como ratos”.

Em coletiva de imprensa realizada no Pentágono, Hegseth detalhou que as capacidades bélicas do Irã estão cada vez mais debilitadas. Ele destacou que o país tem realizado ações que os EUA já antecipavam, como os ataques no Estreito de Ormuz, mas com forças reduzidas.

Conforme informação divulgada pelo Pentágono, Hegseth declarou que “O Irã não apenas não tem mais força aérea funcional, sua Marinha está no fundo do Golfo Pérsico e sua capacidade de mísseis está diminuindo. A situação da liderança iraniana não está nada melhor: desesperados, eles foram para o subterrâneo para se esconder. É o que ratos fazem. Ouvimos que o ‘não tão’ supremo líder deles está ferido e provavelmente desfigurado”.

Pronunciamento Sem Rosto e Voz Gera Suspeitas

O secretário de Guerra norte-americano apontou para a ausência da voz e imagem de Mojtaba Khamenei em seu primeiro pronunciamento à nação, que foi lido na TV estatal iraniana na quinta-feira. Este fato reforça as suspeitas sobre a condição do líder supremo.

“Foi um pronunciamento fraco, sem voz nem vídeo. Ele pediu unidade após matar dezenas de milhares de manifestantes. O Irã tem bastantes câmeras e microfones, por que um pronunciamento escrito? Acho que vocês sabem o porquê. Ele está com medo, ferido e escondido, e não tem legitimidade. A situação está uma bagunça. Quem está no comando? Nem o Irã sabe”, completou Hegseth, referindo-se a Mojtaba Khamenei.

Irã Mantém Postura Agressiva Apesar das Dificuldades

Apesar das alegações sobre a fragilidade de sua liderança e capacidade militar, Khamenei afirmou na quinta-feira que o Irã continuará os ataques a bases dos EUA no Oriente Médio e que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado. Essas declarações contrariam as expectativas de rendição que haviam sido alimentadas pelo presidente Donald Trump.

Uma autoridade iraniana de alto escalão, no entanto, informou à agência de notícias AFP que Teerã permitiria a passagem de navios de alguns países pelo estreito, embora sem especificar quais nações seriam beneficiadas. Essa aparente flexibilização pode indicar uma tentativa de gerenciar a crise sob pressão internacional.

EUA Consideram Opções para Garantir Passagem no Estreito de Ormuz

Em resposta à ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz, Pete Hegseth afirmou que os EUA “têm opções” para garantir a livre navegação. O presidente Donald Trump já considerou a mobilização de navios de guerra norte-americanos para escoltar petroleiros, assegurando sua passagem segura.

Funcionários do governo Trump indicaram que, embora o Exército ainda não consiga mobilizar tal operação, ela pode se tornar viável até o final do mês. A intenção é demonstrar a determinação dos EUA em manter as rotas marítimas cruciais abertas, contrariando as ações iranianas.

Destruição das Capacidades Militares Iranianas é Objetivo Americano

O secretário de Guerra também criticou a cobertura midiática da guerra nos EUA, negando que o conflito esteja se expandindo descontroladamente ou que os iranianos tenham surpreendido com sua retaliação. Ele reafirmou que os Estados Unidos estão avançando em seu objetivo de destruir todas as capacidades militares iranianas.

“Irã não tem defesas aéreas, Força Aérea ou Marinha. Mas é muito importante que o Irã não tenha a habilidade de reconstruir [sua indústria militar]. Em breve, todas as empresas do setor de Defesa do Irã estarão destruídas, tanto as sedes de produtoras de armamentos e locais de montagem”, declarou Hegseth.

Ele também reivindicou a superioridade aérea dos EUA sobre o Irã, afirmando que o volume de mísseis disparados por Teerã diminuiu 90% e o de drones de ataque, 95%, em comparação com os números registrados no início do conflito. Essas estatísticas indicam um enfraquecimento significativo das forças iranianas sob a pressão militar americana.