Exército de Israel alega que irmão do agressor de sinagoga em Michigan era comandante do Hezbollah e foi morto em ataque.
O Exército de Israel divulgou neste domingo (15) uma informação crucial sobre o ataque ocorrido em uma sinagoga no estado de Michigan, nos Estados Unidos. Segundo os militares israelenses, o irmão do homem que dirigiu um carro contra o templo religioso era um comandante do Hezbollah, grupo militante islâmico, e teria morrido em um bombardeio israelense no Líbano no início de março.
A alegação surge em meio a uma investigação do FBI sobre o incidente, que ainda não foi classificado como ato de terrorismo. As autoridades americanas seguem apurando a motivação por trás da ação de Ayman Mohamad Ghazali, que terminou com a sua morte após confrontar seguranças do templo.
A divulgação por parte do Exército de Israel adiciona uma nova camada de complexidade ao caso, conectando o agressor a um conflito internacional e a uma organização considerada terrorista por diversos países. O FBI, no entanto, declarou que não comentará a afirmação israelense neste momento, mantendo o foco na sua própria investigação.
Ibrahim Ghazali, suposto líder do Hezbollah, morto em março, diz Israel
De acordo com as Forças Armadas israelenses, Ibrahim Ghazali, o irmão do agressor, era um comandante do Hezbollah. Ele seria responsável pela gestão de armamentos de uma unidade que disparava foguetes contra Israel. Ibrahim Ghazali e outros três parentes do agressor teriam sido mortos em 5 de março, em um bombardeio no Líbano.
Um funcionário libanês, que preferiu não se identificar, confirmou à Associated Press a morte de Ibrahim Ghazali. Segundo ele, os filhos de Ghazali, Ali e Fatima, e seu irmão Kassim, também morreram no ataque que atingiu a casa da família. O Hezbollah, por sua vez, emitiu um comunicado afirmando que Ibrahim e Kassim eram envolvidos com esportes locais e grupos de escoteiros, mas não negou explicitamente a ligação de Ibrahim com a organização.
Ataque à sinagoga em Michigan: motivação ligada a perdas familiares
Autoridades afirmam que Ayman Ghazali, de 41 anos, realizou o ataque à sinagoga após tomar conhecimento da morte de quatro membros de sua família no bombardeio israelense no Líbano. Este evento trágico pode ter sido o gatilho para a ação violenta nos Estados Unidos.
A tensão entre Israel e o Hezbollah tem aumentado, com Israel intensificando ataques contra o grupo no Líbano. Essa escalada de violência no Oriente Médio tem gerado preocupações globais sobre a segurança e a estabilidade da região.
Detalhes do ataque e investigação do FBI
Na última quinta-feira, Ayman Ghazali passou cerca de duas horas em um carro estacionado em frente ao Temple Israel, perto de Detroit. Ele portava um rifle, fogos de artifício comerciais e galões de gasolina. Em seguida, lançou o veículo contra o prédio, que estava com dezenas de crianças, e começou a disparar.
A ação terminou com a morte de Ghazali, que atirou contra si mesmo quando ficou preso dentro do veículo em chamas. Felizmente, nenhum fiel ou criança dentro da sinagoga ficou ferido, possivelmente devido ao reforço na segurança implementado recentemente. O FBI lidera a investigação e, embora classifique o ato como uma violência contra a comunidade judaica, ainda busca evidências para caracterizá-lo como terrorismo.
Histórico de Ayman Ghazali nos EUA
Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, Ayman Ghazali chegou ao país em 2011 com um visto de familiar imediato, sendo casado com uma cidadã americana. Ele obteve a cidadania dos Estados Unidos em 2016 e residia em Dearborn Heights, um subúrbio de Detroit.
O ataque em Michigan ocorreu no mesmo dia em que um ex-membro da Guarda Nacional dos EUA abriu fogo em uma universidade na Virgínia, levantando preocupações sobre atos de violência isolados em diferentes partes do país.