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Homem que matou namorada grávida por não querer filho negro é condenado a 26 anos e 6 meses no Amazonas

Homem que matou namorada grávida por não querer filho negro é condenado a 26 anos e 6 meses no Amazonas

Homem que matou namorada grávida por não querer filho negro é condenado a 26 anos e 6 meses no Amazonas

Um homem foi condenado a mais de 26 anos de prisão pelo assassinato de sua namorada, Kariny Sevalho de Lima, que estava grávida de três meses. O crime, ocorrido em Manaus, no Amazonas, chocou o país pela brutalidade e pelo motivo fútil e racista alegado pelo acusado, Victor de Souza Rocha.

Segundo as investigações, Victor não aceitava a ideia de ter um filho negro, expressando essa posição a pessoas próximas. A jovem Kariny foi encontrada morta em uma área de mata com o corpo desfigurado e sinais de tortura, evidenciando a crueldade do ato.

A condenação de Victor de Souza Rocha encerra um capítulo doloroso para a família de Kariny, mas reforça a necessidade de combater o racismo e a violência contra a mulher no Brasil. Conforme informação divulgada pelo g1, a pena determinada pela justiça busca trazer alguma reparação e justiça pelo crime hediondo cometido.

Condenação por Racismo e Feminicídio

Victor de Souza Rocha foi sentenciado a 26 anos e seis meses de reclusão em regime fechado. O julgamento reconheceu quatro qualificadoras para o homicídio: motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Além disso, o réu também foi condenado pelos crimes de aborto provocado por terceiros e ocultação de cadáver.

A juíza Danielle Monteiro Fernandes Augusto presidiu a sessão no Fórum Ministro Enoch Reis. O acusado, preso desde novembro de 2023, compareceu ao julgamento e negou o crime, respondendo apenas às perguntas da defesa e dos jurados. No entanto, o veredito popular foi claro quanto à sua culpa.

O Crime e a Descoberta do Corpo

Kariny Sevalho de Lima, de 19 anos, foi encontrada morta em 26 de maio de 2023, em uma área de mata em Manaus. O corpo apresentava o rosto desfigurado, marcas de agressões, tortura e perfurações de arma branca. A polícia apontou Victor de Souza Rocha como o autor do crime.

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As investigações indicam que Kariny procurou Victor em 25 de maio para conversar sobre a gravidez. Ele teria pressionado a jovem a realizar um aborto, reiterando que não queria um filho negro. Kariny, após conversar com os pais que a apoiaram na decisão de levar a gravidez adiante, retornou à casa de Victor para comunicar sua escolha.

Fuga e Prisão do Acusado

Após um desentendimento sobre a gravidez, Victor teria levado Kariny a uma área de mata próxima à sua residência, onde o crime ocorreu. Ele retornou sozinho e visivelmente nervoso. A família de Kariny, ao notar sua demora, procurou por ela, mas Victor alegou que ela já havia ido embora.

Victor de Souza Rocha ficou foragido por quase seis meses, sendo preso em 21 de novembro de 2023, na comunidade Monte Sinai, Zona Norte de Manaus. Ele estava na casa de familiares e, segundo o delegado Ricardo Cunha, tentou evitar a prisão diversas vezes. A justiça manteve a prisão de Victor, que **não poderá recorrer em liberdade**.

Impacto e Justiça para Kariny

O caso de Kariny Sevalho de Lima expõe a **crueldade do racismo estrutural** e a urgência no combate à violência contra a mulher, especialmente o feminicídio. A condenação de Victor de Souza Rocha é um passo importante para a justiça, mas a dor da perda para a família e amigos de Kariny permanece.

A decisão judicial reforça que crimes motivados por preconceito e ódio **não serão tolerados**. A pena de 26 anos e 6 meses busca responsabilizar o autor pelo feminicídio, aborto e ocultação de cadáver, enviando uma mensagem clara à sociedade sobre a gravidade desses atos.

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