Guerra no Irã se Expande e Atinge Praticamente Todos os Países do Oriente Médio, Veja Quem São os Envolvidos

O conflito que teve início em 28 de fevereiro com bombardeios conjuntos de EUA e Israel contra o território iraniano escalou e agora se alastra por diversas nações do Oriente Médio. A morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em um dos ataques, intensificou as retaliações de Teerã contra bases americanas e alvos civis em países vizinhos.

As hostilidades entre Israel e o grupo Hezbollah, do Líbano, também foram acirradas no contexto da guerra, arrastando o Líbano e sua capital, Beirute, para o teatro de operações. Ao contrário de confrontos recentes, esta guerra transcendeu as fronteiras dos envolvidos diretos, impactando uma vasta área geográfica.

Conforme informações divulgadas, a guerra, que entra em sua terceira semana, começou após negociações entre o Irã e os EUA sobre o programa nuclear iraniano terem falhado. O país asiático, que já vinha sendo pressionado internacionalmente, foi alvo de um ataque conjunto que deflagrou o atual conflito. A seguir, detalhamos os países e atores envolvidos.

O Irã no Centro do Conflito

O Irã, principal foco da guerra, teve seu território bombardeado em alvos militares, políticos e econômicos, incluindo refinarias de petróleo. Em resposta, Teerã lançou ataques retaliatórios e fechou o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o escoamento de petróleo, atacando navios que tentam cruzar o Golfo Pérsico. O país, que buscava um acordo nuclear com os EUA, agora se vê em um conflito generalizado.

Estados Unidos: Mobilização e Alvos

Os Estados Unidos mobilizaram um grande efetivo militar na região, com caças e frotas navais posicionados. Washington possui bases e acordos de cooperação militar em vários países, como o Bahrein, sede da Quinta Frota, e o Catar, onde fica a base aérea de Al Udeid. O Irã considera países que abrigam instalações americanas como alvos legítimos, mesmo que tentem manter a neutralidade, como Catar e Omã.

Israel e a Intensificação das Hostilidades com o Hezbollah

Israel e Irã são inimigos históricos desde 1979. Tel Aviv tem realizado ataques diários contra o território iraniano, que, por sua vez, responde com bombardeios. Com o conflito, o Hezbollah, aliado do Irã, intensificou seus ataques contra Israel, abrindo mais uma frente de batalha. O Líbano, incluindo sua capital Beirute, tem sofrido bombardeios pesados, com autoridades libanesas reportando mais de 700 mortos.

Outros Países Envolvidos e Impactados

Os Emirados Árabes Unidos, um dos principais aliados dos EUA na região, têm sido alvo de centenas de ataques com drones suicidas iranianos, atingindo inclusive alvos civis como o hotel Palm Jumeirah e o Burj al-Khalifa em Dubai. No Catar, que abriga a maior base aérea americana na região, a produção de gás natural foi interrompida após ataques iranianos danificarem instalações, e caças do Irã foram abatidos pela força aérea catari.

O Bahrein, outro aliado dos EUA com maioria xiita, tem sido alvo frequente de drones iranianos, que atingem a sede da Quinta Frota e infraestrutura energética, além de prédios civis. Omã, que busca a neutralidade e atua como mediador, também teve bases americanas em seu território atacadas. A Arábia Saudita teve sua embaixada americana e a refinaria de Ras Tanura visadas por ataques iranianos.

O Iraque tem servido de base para operações americanas e é um dos alvos mais frequentes do Irã, com ataques direcionados a Bagdá e à região de Erbil. A Jordânia também tem suas bases americanas sob ameaça. No Chipre, uma base britânica foi atacada por drones, e o Reino Unido autorizou o uso de suas bases aéreas pelos EUA. A Turquia teve mísseis de origem iraniana abatidos por baterias da OTAN, enquanto um míssil caiu na Síria.

No Sri Lanka, um submarino americano afundou um navio militar iraniano, o primeiro abate de um navio por um submarino americano desde a Segunda Guerra Mundial. A Azerbaijão sofreu ataques com drones iranianos em seu aeroporto e áreas civis, gerando ameaças de retaliação. A França enviou um porta-aviões ao Mediterrâneo Oriental, demonstrando preocupação com a escalada do conflito.