Refinaria da Amazônia volta a subir o preço da gasolina e do diesel, preocupando consumidores e motoristas
A Refinaria da Amazônia (Ream) anunciou um novo aumento no preço da gasolina e do diesel comercializados para as distribuidoras no Amazonas. A notícia chega menos de dez dias após uma redução, e já gera apreensão sobre o impacto direto nos preços dos combustíveis nas bombas em todo o estado.
O valor do litro da gasolina vendido às distribuidoras atingiu R$ 4,17, representando um acréscimo de R$ 0,21 em relação ao valor anterior. Essa oscilação constante tem sido uma marca recente dos preços praticados pela Ream, gerando incerteza no mercado de combustíveis.
Além da gasolina, o diesel também sofreu um reajuste significativo, alcançando R$ 6,60 o litro. Essa elevação no preço dos combustíveis básicos preocupa, especialmente diante das discussões sobre subsídios e a busca por conter a inflação no setor. Conforme informação divulgada pelo g1, o Amazonas e outros 20 estados já indicaram adesão à proposta federal de subvenção para importadores de diesel.
Gasolina com novo aumento: o que muda para o consumidor?
A partir desta sexta-feira (3), o litro da gasolina na modalidade EXA (Entrega a Serviço da Compradora) passou de R$ 3,96 para R$ 4,17. Já na modalidade LPA (Livre para o Armazém), o valor subiu de R$ 3,97 para os mesmos R$ 4,17. Essas modalidades diferem pela responsabilidade do transporte, mas o impacto no preço final é o mesmo.
Este é o sexto reajuste seguido praticado pela Ream em 2026, um período marcado por sucessivas altas e quedas em curtos intervalos. A variação nos preços das refinarias costuma impactar diretamente o valor final ao consumidor, podendo resultar em aumento nas bombas nos próximos dias.
Diesel também sente o impacto da alta
O preço do diesel vendido às distribuidoras em Manaus também aponta para uma tendência de alta. Os dados indicam que o valor saiu de R$ 5,09 em 6 de março para R$ 5,69 em 13 de março, chegando ao seu maior valor no ano até então. A atualização de 3 de abril consolidou essa elevação, com o valor de venda atingindo R$ 6,60.
A proposta do governo federal para conter a alta do diesel prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro até o fim de maio, dividida igualmente entre União e estados (R$ 0,60 para cada). O acordo, com validade de dois meses, visa compensar a perda de arrecadação estimada em cerca de R$ 1,5 bilhão para os estados, que será feita pela retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
Impacto já sentido nos postos de Manaus
Em Manaus, a gasolina comum já registrou aumento, passando de R$ 7,29 para R$ 7,59 nos principais postos. A versão aditivada também subiu, de R$ 7,49 para R$ 7,79. Essa mudança surpreendeu motoristas pela falta de aviso prévio e pelo curto intervalo entre os aumentos.
Até 6 de março, o litro da gasolina comum era vendido a R$ 6,99. No dia 7 de março, houve o primeiro aumento, também de R$ 0,30, mantido por apenas 15 dias até o reajuste mais recente. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio da gasolina em Manaus já vinha em alta desde o início de 2026.
Por que os combustíveis são mais caros na Região Norte?
Especialistas apontam que fatores como custos logísticos na região amazônica, os preços nas refinarias e impostos estaduais, como o ICMS, contribuem para os valores mais elevados dos combustíveis na Região Norte do Brasil. A complexidade da distribuição e a incidência de tributos são pontos cruciais para entender essa diferença regional.
A capital amazonense também tem registrado um dos etanóis mais caros do país, com média de R$ 5,49, empatada com Porto Velho. Essa combinação de fatores pressiona o bolso do consumidor e acende o debate sobre políticas de preços e subsídios para a região.