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Gadi Eisenkot: Ex-chefe militar surge como principal rival de Netanyahu e promete unir Israel dividido

Gadi Eisenkot: Ex-chefe militar surge como principal rival de Netanyahu e promete unir Israel dividido

Gadi Eisenkot, o desafiante militar que promete sacudir a política israelense e acabar com a era Netanyahu

Israel se prepara para um pleito decisivo, com o ex-chefe das Forças Armadas, Gadi Eisenkot, emergindo como o principal adversário do atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. As pesquisas indicam uma disputa acirrada que pode alterar o cenário político do país, especialmente após a guerra em Gaza.

Eisenkot, com 66 anos, tem centrado sua campanha em mensagens de reconciliação e fortalecimento das instituições. Ele apela por uma mudança na liderança, declarando que “Netanyahu deve voltar para casa” após as eleições e que “o espírito da mudança está mais forte do que nunca”.

Sua trajetória é marcada por uma carreira militar de destaque e, mais recentemente, pela incursão na política. A atuação de Eisenkot no governo de unidade nacional após os ataques de 7 de outubro de 2023, e sua posterior saída, também moldaram sua imagem pública. Conforme informação divulgada pela Reuters, Eisenkot deixou o governo em junho de 2024, acusando Netanyahu de sabotar negociações de reféns sob pressão da extrema-direita.

Da caserna ao parlamento: a ascensão de Gadi Eisenkot

A carreira de Gadi Eisenkot nas Forças Armadas de Israel foi longa e distinta. Ele iniciou sua jornada na Brigada Golani e galgou posições até se tornar o 21º chefe do Estado-Maior do Exército em 2015. Curiosamente, sua nomeação para este posto de alta relevância foi feita pelo próprio Benjamin Netanyahu, seu oponente nas atuais eleições.

Em 2022, Eisenkot ingressou na política, integrando a aliança de centro liderada por Benny Gantz. Eleito deputado no Knesset, o parlamento israelense, sua atuação ganhou maior visibilidade ao se juntar ao governo de Netanyahu em um momento de crise nacional após os ataques do Hamas.

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Posições políticas e promessas de campanha

Apesar da pouca experiência política formal, Gadi Eisenkot goza de considerável popularidade. Suas posições sobre o conflito israelense-palestino guardam semelhanças com as do governo atual, incluindo a oposição à criação de um Estado palestino e a promessa de derrotar o Hamas em até 18 meses. Ele também apoia a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, embora defenda o fim da impunidade para colonos envolvidos em violência contra palestinos.

Eisenkot propõe a revogação da reforma judicial de Netanyahu, a criação de uma comissão para investigar os ataques de 7 de outubro de 2023 e o fim da isenção do serviço militar para judeus ultraortodoxos. Sua plataforma busca romper com o modelo de governança de Netanyahu, que domina a cena política israelense há décadas.

Um novo horizonte para Israel? A disputa eleitoral

A campanha de Eisenkot tem como foco a transparência, o fortalecimento das instituições e a responsabilidade estatal. Ele busca atrair eleitores cansados da polarização e das divisões políticas. Se eleito, Gadi Eisenkot, filho de imigrantes marroquinos, seria o primeiro chefe de governo sefardita de Israel.

No entanto, a formação de um governo pode depender da capacidade de Eisenkot de formar coalizões. Segundo pesquisa divulgada pelo canal i24NEWS, o bloco de Netanyahu pode obter 59 cadeiras, ficando a apenas dois assentos da maioria. A aliança de Eisenkot aparece com 47 cadeiras, e os partidos árabes somariam 14, indicando um cenário complexo para a governabilidade.

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