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Amazonas

Fumaça no Amazonas: Turismo despenca 15% em agosto com guias lutando para manter passeios e roteiros alternativos

Fumaça no Amazonas: Turismo despenca 15% em agosto com guias lutando para manter passeios e roteiros alternativos

Turismo no Amazonas sofre baque de 15% em agosto devido à fumaça, guias buscam alternativas

A temporada turística no Amazonas enfrentou um desafio inesperado em agosto de 2026, registrando uma queda de 15% no fluxo de visitantes em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a redução coincide com o aumento da fumaça proveniente de queimadas e incêndios florestais, afetando diretamente a atratividade dos passeios.

Guias e operadores de turismo relatam uma diminuição na procura e, em alguns casos, o adiamento de atividades por parte dos turistas. A visibilidade reduzida e a preocupação com a qualidade do ar têm sido os principais fatores que levam os visitantes a repensar seus planos de aventura na região.

Apesar do cenário preocupante, profissionais do setor estão se adaptando, oferecendo roteiros alternativos e mantendo a comunicação transparente com os visitantes sobre as condições ambientais. A esperança é que a situação melhore e o turismo na região possa se recuperar. A informação é divulgada pelo g1.

Impacto direto nos passeios e na experiência do turista

Jairo Félix, vice-presidente da Cooperativa de Guias e Agentes de Turismo do Estado do Amazonas (Coopguiaturam), compartilhou que a fumaça pegou muitos turistas de surpresa. Ele explicou que algumas pessoas, especialmente idosos ou aqueles mais receosos com a poluição, optam por adiar ou cancelar passeios. A saúde e o bem-estar dos visitantes são prioridade.

Félix ressaltou que, mesmo com os contratempos, os passeios continuam a ser realizados, com cancelamentos sendo pontuais. Os guias desempenham um papel crucial ao informar os turistas sobre a situação e apresentar opções que minimizem a exposição à fumaça, como passeios por rios e cachoeiras, quando as condições permitem. A adaptação é a chave para a continuidade do negócio.

O movimento turístico no Amazonas, de acordo com Félix, também é influenciado pela sazonalidade, com picos de procura entre dezembro e fevereiro, além da temporada de pesca esportiva no segundo semestre. A fumaça, no entanto, adicionou uma camada extra de complexidade à gestão desses fluxos.

Empresário do turismo relata redução de fluxo e busca por alternativas

Mário Sergio de Jesus, guia de turismo e proprietário de uma empresa do setor com oito anos de atuação em ecoturismo e turismo de experiência, também observou uma diminuição significativa no número de visitantes. Ele atua em Manaus, Presidente Figueiredo e outros destinos amazônicos, e muitos turistas chegam sem saber da extensão do problema da fumaça.

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“A gente continua, a única coisa que acontece é a diminuição do fluxo de turista por conta do número das pessoas chegarem até aqui e se deparar com o Amazonas, que é considerado o melhor do mundo, tendo um dos piores do mundo [em qualidade do ar]”, lamentou Mário. A discrepância entre a expectativa e a realidade tem impactado diretamente a decisão dos turistas.

Para mitigar os prejuízos, Mário aposta na divulgação de passeios alternativos. Ele explica que a fumaça não afeta todos os destinos da mesma forma, e atrações como cachoeiras, rios e áreas de floresta, dependendo da região, ainda podem ser visitadas. Utilizar as redes sociais para informar sobre as atividades disponíveis é uma estratégia importante para manter o interesse.

Queimadas e a situação de emergência no Amazonas

A qualidade do ar em Manaus e em diversas cidades do interior do Amazonas se deteriorou drasticamente, especialmente nos primeiros dias de outubro. A capital amazonense chegou a registrar a pior qualidade do ar entre as cidades brasileiras por mais de uma semana consecutiva, segundo a plataforma IQAir.

As aulas foram suspensas e atividades ao ar livre canceladas, com centenas de pessoas buscando atendimento médico por problemas respiratórios. A fumaça, originada em incêndios na região metropolitana e em municípios do interior, é agravada pela vegetação seca, baixa umidade e altas temperaturas, além dos efeitos do fenômeno El Niño e da ação humana.

Entre 1º de setembro e 14 de outubro, o Amazonas registrou 5.365 focos de incêndio, um aumento de 195% em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em resposta à crise, o governo estadual decretou situação de emergência em 36 dos 62 municípios amazonenses, medida reconhecida pelo governo federal.

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