Qualidade do ar no Amazonas é classificada como ruim a péssima devido à fumaça de queimadas
A qualidade do ar amanheceu em estado crítico em diversas regiões do Amazonas neste domingo, 8 de outubro. A fumaça proveniente das queimadas intensificou a poluição atmosférica, impactando severamente a saúde da população, especialmente no leste do estado.
Os índices de poluição atingiram níveis preocupantes, com cidades registrando concentrações de partículas poluentes muito acima do considerado seguro. A situação levou a Defesa Civil a emitir alertas e recomendações importantes para os moradores se protegerem.
Os dados, coletados pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), revelam a gravidade do cenário. Acompanhe os detalhes sobre a situação e as medidas de precaução necessárias.
Barreirinha e Parintins registram os piores índices de poluição
Conforme informações divulgadas pelo Selva/UEA, o município de Barreirinha registrou a concentração mais alarmante às 8h deste domingo, atingindo 393,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas poluentes. Esse índice ultrapassa significativamente a faixa considerada péssima pela escala do sistema.
Em Parintins, a situação não foi diferente, com a medição chegando a 258,5 µg/m³ na Vila Amazônia, zona rural do município. A qualidade do ar na região leste do Amazonas foi classificada como péssima.
Outras cidades do leste amazonense em alerta
Além de Barreirinha e Parintins, outros municípios do leste do Amazonas também apresentaram índices de poluição preocupantes. Itapiranga registrou 197,5 µg/m³, enquanto Silves marcou 170,3 µg/m³. Todos estes estão na faixa considerada péssima.
Os municípios de Nhamundá (135,4 µg/m³), Itacoatiara (143,3 µg/m³), Urucurituba (149,7 µg/m³) e Maués (132,4 µg/m³) também se encontram na faixa de qualidade do ar péssima.
Em São Sebastião do Uatumã, o índice foi de 89,5 µg/m³, classificado como muito ruim. Já Urucará apresentou 51,8 µg/m³, considerado ruim.
Defesa Civil alerta moradores de Parintins e Região Metropolitana
A situação em Parintins foi agravada por uma série de incêndios florestais ao longo da semana. Um foco na Fazenda da Esperança mobilizou voluntários e moradores na tentativa de conter o avanço das chamas pela floresta. Diante disso, na noite de sexta-feira, 6 de outubro, a Defesa Civil enviou um alerta aos moradores.
O órgão recomendou o uso de máscaras e orientou a população a evitar a exposição à fumaça, medidas essenciais para minimizar os riscos à saúde.
A Região Metropolitana de Manaus também foi afetada. Em Iranduba, o sensor registrou 108,8 µg/m³, índice muito ruim. Autazes atingiu 79,3 µg/m³, também classificado como muito ruim.
Em Careiro da Várzea e Novo Airão, as medições foram de 59,3 µg/m³ cada, indicando qualidade do ar ruim.
Manaus registra qualidade do ar entre moderado e ruim
Na capital, Manaus, os índices de qualidade do ar variaram entre moderado e ruim. Às 8h, o bairro Morro da Liberdade registrou a pior medição, com 52 µg/m³.
O único sensor da capital a indicar qualidade do ar boa estava localizado nas proximidades do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, com 21 µg/m³. A escala do Selva/UEA classifica como boa a concentração de partículas entre 0 e 25 µg/m³.