Fumaça de Queimadas Deixa Ar de 9 Cidades Amazonenses em Nível “Péssimo” ou “Muito Ruim”
A fumaça intensa proveniente de queimadas tem comprometido severamente a qualidade do ar em diversas cidades do Amazonas. Nesta segunda-feira (2), nove municípios registraram índices de poluição classificados como “péssimos” ou “muito ruins”, com destaque para a região Leste do estado, próxima à divisa com o Pará.
Os dados, divulgados pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), revelam um cenário preocupante para a saúde pública. A situação exige atenção e reforça a necessidade de medidas eficazes de combate e prevenção.
Enquanto o interior sofre com a má qualidade do ar, a capital, Manaus, apresentava índices moderados na manhã de segunda-feira, embora um sensor tenha indicado qualidade “ruim”. As informações são do g1.
Parintins Lidera Alerta com Ar “Péssimo”
Parintins registrou a pior qualidade do ar do estado, com a concentração de partículas poluentes atingindo 243,2 µg/m³ na zona rural, classificada como “péssima”. Na área central do município, o índice foi de 193,9 µg/m³, também “péssimo”.
A escala do Selva indica que a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima disso, os níveis variam de moderado a péssimo.
Região Leste em Estado Crítico
Outras cidades na região Leste também apresentaram índices alarmantes. Barreirinha registrou 128,5 µg/m³, Silves 135,2 µg/m³ e Itapiranga 137,8 µg/m³, todas com qualidade do ar “péssima”. Itacoatiara, Maués, Boa Vista do Ramos, Urucurituba e São Sebastião do Uatumã registraram qualidade do ar “muito ruim”.
Apenas Urucará apresentou qualidade do ar “boa”, com um índice de poluição de 7,1 µg/m³.
Manaus Registra Índices Moderados
Em Manaus, a maioria dos 12 sensores do Selva indicava qualidade do ar “moderada”, com índices entre 41 µg/m³ e 49,3 µg/m³. Apenas o sensor no bairro Distrito Industrial I, na Zona Leste, registrou índice “ruim”.
Emergência e Combate às Queimadas no AM
No total, 47 municípios do Amazonas estão em situação de emergência e outros 15 em alerta devido à estiagem e seus efeitos, incluindo as queimadas. Cerca de 146.425 famílias foram afetadas.
O estado, em parceria com o governo federal, mobilizou aproximadamente 1,5 mil profissionais, incluindo bombeiros e brigadistas, e conta com 18 aeronaves para ações de prevenção e combate. O uso do fogo foi proibido por 120 dias em todo o Amazonas, exceto em casos previstos em lei.