Estreito de Ormuz, crucial para o fluxo mundial de petróleo, tem passagem declarada como insegura por agência iraniana

A agência estatal iraniana Tasnim divulgou neste sábado (28) que o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo, foi fechado por motivos de segurança. A decisão surge em um contexto de escalada de tensões, com trocas de ataques entre o Irã, os Estados Unidos e Israel.

Segundo a Tasnim, a Guarda Revolucionária do Irã emitiu alertas para diversas embarcações, informando sobre a insegurança na região. A medida foi justificada pelas condições de instabilidade decorrentes da “agressão militar dos Estados Unidos e de Israel e das respostas do Irã”, tornando a passagem pelo estreito arriscada no momento.

A agência britânica UK Maritime Trade Operations confirmou ter recebido múltiplos relatos de navios que operam no Golfo Pérsico, indicando que foram informados sobre o fechamento do Estreito de Ormuz. A situação acende um alerta global sobre a estabilidade do fornecimento de energia. Conforme informação divulgada pela agência iraniana Tasnim, a Guarda Revolucionária alertou diversas embarcações de que, devido às condições de insegurança ao redor do estreito resultantes da agressão militar dos Estados Unidos e de Israel e das respostas do Irã, a passagem pelo estreito é atualmente insegura.

Impacto Global e o Papel Estratégico do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz, sob controle iraniano, é um ponto nevrálgico para o comércio global de energia. Estima-se que cerca de **20% de todo o petróleo comercializado mundialmente** passe por esta via marítima. Além do petróleo, o estreito também é vital para o transporte de **gás natural liquefeito (GNL)**, respondendo por uma parcela igualmente significativa, também em torno de 20% do comércio global.

O fechamento desta rota estratégica tem o potencial de **desestabilizar a oferta de petróleo no mercado internacional**, o que, por sua vez, pode levar a um **aumento expressivo no preço do barril de petróleo**. Essa elevação nos custos da commodity energética desencadeia um efeito cascata na economia global, impactando diretamente a **inflação**.

Riscos de Inflação e a Preocupação com Custos de Energia e Transporte

Com o petróleo mais caro, os **custos de energia e transporte tendem a disparar**. Essa alta se reflete em praticamente todos os setores da economia, elevando os preços de **alimentos, insumos industriais** e uma vasta gama de produtos e serviços. A instabilidade no Estreito de Ormuz, portanto, representa um risco concreto para a estabilidade econômica e para o bolso dos consumidores em todo o mundo.

A situação atual evoca memórias de outros períodos de tensão na região. Em 17 de fevereiro, o Estreito de Ormuz chegou a ser parcialmente fechado para a realização de exercícios militares iranianos, demonstrando a sensibilidade desta rota a eventos geopolíticos. O **fechamento total ou mesmo parcial** pode ter consequências severas e duradouras para a economia global.

Antecedentes e o Histórico de Tensão na Rota de Petróleo

A declaração de insegurança no Estreito de Ormuz ocorre em um momento de **elevada tensão geopolítica na região do Golfo Pérsico**. As trocas de ataques entre o Irã, os Estados Unidos e Israel têm criado um ambiente de incerteza, onde rotas comerciais vitais se tornam alvos potenciais ou são afetadas por medidas de segurança. A capacidade do Irã de controlar ou influenciar o tráfego no estreito o torna um ponto crítico em qualquer conflito regional.

A comunidade internacional acompanha atentamente os desdobramentos, buscando formas de garantir a **liberdade de navegação** e a estabilidade do mercado de energia. A dependência mundial do petróleo que transita pelo Estreito de Ormuz torna qualquer interrupção uma questão de segurança energética global e um fator de **risco inflacionário significativo**.