Dia do Trabalhador: Histórias do Polo Industrial de Manaus revelam rotina e força de quem move a indústria
Neste Dia do Trabalhador, o Polo Industrial de Manaus (PIM) se destaca como um motor essencial da economia brasileira, empregando milhares de profissionais em um ambiente de diversidade e colaboração. A força de trabalho local é reconhecida internacionalmente pela qualidade e dedicação, consolidando o PIM como um polo de desenvolvimento e inovação na Amazônia.
A trajetória de profissionais como o engenheiro de qualidade Gabriel Siza ilustra a dinâmica e o senso de comunidade que permeiam o Distrito Industrial. Com oito anos de experiência, Gabriel compartilha como a convivência e a troca de conhecimentos entre diferentes empresas fortalecem o ambiente profissional e impulsionam os resultados.
Conforme informação divulgada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o PIM encerrou fevereiro de 2026 com 128.985 trabalhadores diretos, entre efetivos, temporários e terceirizados. A média mensal de empregos nos dois primeiros meses do ano foi de 129.254 postos, demonstrando a estabilidade e a relevância do setor.
A força da mão de obra local e a comunidade no PIM
Gabriel Siza ressalta a importância do reconhecimento da mão de obra local. “Nosso trabalho ele muitas vezes é escolhido por pessoas do outro lado do mundo que vêm aqui no nosso estado, escolhem os nossos profissionais, os nossos engenheiros, os nossos operadores porque sabem que a gente vai entregar com qualidade”, afirma. Ele destaca que a convivência diária no polo cria um forte senso de comunidade, com profissionais de diferentes áreas e empresas compartilhando experiências e fortalecendo laços.
“É comum encontrar pessoas que já trabalharam juntas em outras empresas. Existe essa troca, essa convivência. No fim do expediente, todo mundo se encontra, conversa. Isso fortalece muito o ambiente profissional”, diz Gabriel, que atualmente atua em uma empresa do setor de tecnologia.
Desempenho econômico e competitividade internacional
O Polo Industrial de Manaus apresentou um faturamento de R$ 37,04 bilhões entre janeiro e fevereiro de 2026, mantendo-se estável em relação ao ano anterior. Em dólar, o faturamento atingiu US$ 6,73 bilhões. Apesar da estabilidade na receita, o setor registrou um avanço expressivo nas exportações, com vendas externas somando US$ 125,29 milhões, um crescimento de 27,28% em comparação com 2025.
O superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, destaca que os números refletem o equilíbrio do modelo. “Manter uma média de mais de 129 mil trabalhadores ativos demonstra a força estrutural do polo. Além disso, o salto de mais de 27% nas exportações acumuladas prova que as indústrias da Zona Franca de Manaus continuam competitivas no cenário internacional”, afirmou Montenegro.
Setores em destaque e o futuro do PIM
Os segmentos que mais contribuíram para o faturamento do polo no início de 2026 incluem duas rodas (20,82%), bens de informática (18,85%) e eletroeletrônicos (15,91%). O setor de bebidas apresentou um crescimento notável de 43,64% em seu faturamento. Em produção, celulares lideraram com mais de 1,8 milhão de unidades, e o segmento de duas rodas produziu 379 mil motocicletas.
Criada em 1967, a Zona Franca de Manaus é um modelo de desenvolvimento que utiliza incentivos fiscais para atrair indústrias para a Amazônia, garantido pela Constituição Federal até 2073. Atualmente, o polo reúne mais de 500 empresas, produzindo itens essenciais para o dia a dia dos brasileiros, como televisores, celulares, motocicletas e eletrodomésticos, consolidando-se como um pilar econômico fundamental para o Amazonas.