Clima Tensão em Caruaru: Apoiadores de Raquel Lyra e João Campos se Confrontam Violentamente Antes de Debate Eleitoral
A noite de quinta-feira (17) em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, foi marcada por um lamentável episódio de violência. Apoiadores da governadora Raquel Lyra (PSD) e do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), se envolveram em um confronto físico acirrado em frente ao Centro de Convenções do Senac, local que sediaria um debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco.
A disputa acirrada entre as campanhas de Lyra e Campos, que segundo a última pesquisa Datafolha estão tecnicamente empatadas com 47% e 42% das intenções de voto, respectivamente, extrapolou para as ruas em um ato de agressão mútua. O clima de animosidade resultou em troca de socos e chutes entre os militantes.
A Polícia Militar agiu rapidamente para separar os grupos e restabelecer a ordem. Apesar da gravidade da situação, não houve registro de feridos graves, mas duas mulheres foram detidas e encaminhadas à delegacia. As campanhas de ambos os candidatos lamentaram o ocorrido e repudiaram a violência. As informações são do G1.
O Confronto e as Causas Apontadas
O criador de conteúdo Ewerton Silva, conhecido como Ursinho, que estava no local cobrindo o evento para a campanha de Marília Arraes (PDT), candidata ao Senado, filmou parte da confusão. Ele relatou que os embates foram motivados por “deboches” e pela origem geográfica dos militantes, com a maioria da equipe de Campos sendo do Recife e a de Lyra, de Caruaru.
“A maior parte [da militância] de João era do Recife, e a de Raquel, de Caruaru. Quando as pessoas são da mesma cidade, a maioria se conhece e é raro isso acontecer”, explicou Silva. Ele também ressaltou que a intervenção dos organizadores evitou feridos mais graves.
Repercussão e Declarações das Campanhas
O ex-vereador do Recife, Ivan Moraes (PSOL), que participava do debate, fez um aparte para comentar a violência. “Vocês não imaginam como foi chegar aqui hoje. O pessoal está brigando lá fora, brigando fisicamente. Pessoas contratadas pelas duas candidaturas, que são tidas como favoritas, levando às vias de fato aquilo que deveria ser um debate democrático”, declarou Moraes.
Em notas oficiais, as campanhas de Raquel Lyra e João Campos expressaram pesar pelo ocorrido. A campanha da governadora afirmou que “não há lugar para violência na disputa política” e que “uma eleição se fortalece no debate e se decide no voto”. Já a coligação de Campos mencionou o registro do uso de pedras por pessoas uniformizadas com as cores de outra candidatura e se colocou à disposição para prestar assistência aos envolvidos.
Investigação em Andamento e Quadro Eleitoral
A Polícia Militar confirmou a detenção de duas mulheres envolvidas nas “vias de fato”. A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação e que diligências já foram iniciadas para apurar as responsabilidades. A situação de tensão entre os apoiadores reflete a acirrada disputa eleitoral em Pernambuco, onde Raquel Lyra e João Campos se encontram em um **empate técnico**, segundo a última pesquisa Datafolha.
A proximidade nas pesquisas evidencia a importância do debate e do período eleitoral para a definição do eleitorado. A expectativa é que as campanhas reforcem o pedido por respeito e que a violência não se repita em outros eventos. A sociedade aguarda o desfecho das investigações e a continuidade da campanha de forma pacífica.