Brasileira Jhordana Dias é ouvida em tribunal francês após tentativa de estupro em trem
A brasileira Jhordana Dias, vítima de uma brutal tentativa de estupro em um trem na região de Paris, deu um passo importante em busca de justiça. Na quinta-feira (15), ela foi formalmente ouvida pela juíza de instrução responsável pelo caso, um momento crucial para o andamento do processo judicial.
Após o depoimento, Jhordana expressou sua esperança em declarações à agência de notícias RFI. “Eu espero que a justiça seja feita em breve”, afirmou a jovem, que decidiu permanecer na França para acompanhar de perto o desenrolar de seu caso.
O suspeito pela agressão, segundo o advogado da brasileira, André Fernandes, encontra-se em prisão preventiva. Este é um desdobramento significativo, mostrando o avanço das investigações e a seriedade com que o caso está sendo tratado pelas autoridades francesas, conforme divulgado pela RFI.
Primeira Audiência Judicial e Acusações Formais
Esta foi a primeira vez que Jhordana, de 26 anos, foi ouvida diretamente pela Justiça francesa no âmbito do processo penal. Em outubro, logo após o ataque, ela já havia registrado a queixa em uma delegacia.
O advogado André Fernandes explicou que a juíza decidiu ouvir Jhordana para dar voz à vítima durante a instrução do caso. O depoimento de Jhordana, segundo o defensor, veio a **corroborar as informações que ela já havia prestado anteriormente**, fortalecendo a posição da vítima no processo.
Atualmente, o processo encontra-se em fase de instrução, com o suspeito formalmente acusado pelo Ministério Público. A acusação é de **tentativa de estupro**, e a defesa da vítima espera que essa classificação penal seja mantida até o final do julgamento, buscando a devida punição para o agressor.
Suspeito Detido e Reconhecido por Outras Vítimas
O agressor de Jhordana foi identificado e detido após as imagens da agressão viralizarem nas redes sociais, levando outras supostas vítimas a reconhecê-lo. Ele está em prisão preventiva, uma medida que pode ser renovada.
De acordo com o advogado, a **prisão preventiva tem o objetivo de garantir a instrução penal e evitar novas vítimas**. A detenção pode durar até um ano, com possibilidade de renovação por até quatro anos, conforme as regras do Direito Penal francês.
A detenção visa elucidar completamente o caso, e o suspeito aguarda uma sentença penal condenatória. O advogado ressaltou que, embora o processo possa demorar, a expectativa é de que a justiça seja feita, considerando a **violência da agressão sofrida pela brasileira em transporte público**.
Trauma e Medo Pós-Agressão
Jhordana relatou que está se recuperando, dentro do possível, e que tem recebido acompanhamento psicológico. “O trauma que ficou em mim foi muito grande”, declarou a jovem, evidenciando o impacto psicológico profundo do ataque.
O violento episódio ocorreu em 15 de outubro, dentro de um trem da linha RER C, quando Jhordana foi alvo de socos, mordidas e agressões de natureza sexual. A coragem da vítima em expor o ocorrido, apesar do **intenso trauma e medo de usar transporte público**, é um ponto de destaque no caso.
O advogado mencionou que Jhordana **teme andar de transporte público em determinados horários e sofre com distúrbios do sono**, sintomas de estresse pós-traumático. O caso de Jhordana, infelizmente, não é isolado, com outras mulheres relatando diversas agressões em transportes públicos na França.