Ibovespa Salta Quase 3% e Fecha no Maior Nível Desde Maio, Dólar Cede Terceiro Dia Consecutivo
O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira (10) em forte alta, impulsionado por fatores externos e pela divulgação de uma inflação mais baixa que o esperado no Brasil. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, avançou expressivos 2,97%, alcançando o maior patamar de fechamento desde maio.
Paralelamente, o dólar registrou sua terceira sessão consecutiva de queda, retornando à faixa de R$ 5,10. Essa performance positiva dos ativos domésticos foi diretamente influenciada pela divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que surpreendeu positivamente os analistas e reforçou as expectativas de novos cortes na taxa básica de juros, a Selic.
No cenário internacional, os investidores mantiveram o foco nos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, mas o otimismo com a economia brasileira prevaleceu. Conforme informações divulgadas, o Ibovespa fechou o pregão em 177.866,37 pontos, enquanto o dólar à vista encerrou cotado a R$ 5,108. O petróleo Brent, por sua vez, recuou 0,38%, a US$ 76,01 por barril. Esses dados consolidam um dia de ganhos expressivos para a bolsa brasileira.
Ibovespa Alcança Novo Pico com Inflação Controlada
O Ibovespa demonstrou força ao encerrar o pregão com uma valorização de 2,97%, atingindo 177.866,37 pontos. Este é o maior fechamento registrado desde 14 de maio, consolidando a tendência de alta do índice. A bolsa brasileira completa agora sua terceira semana consecutiva de valorização, acumulando um ganho de 2,18% na semana, 3,40% em julho e impressionantes 10,39% no ano.
O desempenho robusto do Ibovespa foi amplamente impulsionado pela divulgação do IPCA de junho, que registrou uma desaceleração significativa para 0,16%, ante 0,58% em maio. Esse resultado ficou abaixo das projeções do mercado, reforçando a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) possa anunciar novos cortes na taxa Selic já em agosto. Juros menores tendem a tornar o mercado acionário mais atrativo, pois reduzem o custo de financiamento para empresas e aumentam o valor presente dos lucros futuros.
Dólar Continua em Queda Livre com Perspectivas de Juros Menores
O dólar americano encerrou o dia em queda de 0,31%, cotado a R$ 5,108, o menor valor de fechamento desde 16 de junho. Essa foi a terceira sessão seguida de desvalorização da moeda estrangeira, que acumula uma perda de 1,18% na semana, 1,06% em julho e 6,94% no ano. A queda do dólar é um reflexo direto da melhora nas perspectivas econômicas brasileiras e da expectativa de juros mais baixos.
Além da reação positiva ao IPCA, o real se beneficiou do fortalecimento de outras moedas emergentes no mercado internacional. Mesmo com as tensões geopolíticas no Oriente Médio persistindo, os investidores demonstraram maior apetite por ativos de risco, o que favoreceu a moeda brasileira e contribuiu para a queda do dólar.
Petróleo em Baixa, Mas Tensão no Oriente Médio Persiste
Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda pelo segundo pregão consecutivo, apesar da contínua tensão entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent, referência no mercado, recuou 0,38%, terminando o dia cotado a US$ 76,01. No entanto, o Brent ainda acumula uma valorização expressiva de 5,39% na semana. O petróleo WTI, do Texas, também apresentou queda, registrando uma baixa de 0,93% e fechando a US$ 71,41.
O mercado continua atento à situação no Estreito de Ormuz, um corredor estratégico vital para o transporte de petróleo global. Embora o fluxo de navios tenha sido afetado, a rota permanece aberta, o que ameniza os temores de uma interrupção severa na oferta. As negociações entre EUA e Irã seguem sendo um fator de influência nas expectativas de preços da commodity nas próximas semanas.