Crimes Misteriosos em Manaus: Uma Retrospectiva de Assassinatos que Marcara a História da Capital
O Halloween, época de histórias de terror e mistério, nos convida a revisitar eventos reais que deixaram marcas profundas na cidade de Manaus. A capital amazonense, ao longo de sua história, foi palco de assassinatos que intrigaram autoridades e a população, com suspeitos de serial killers e episódios que parecem saídos de roteiros de suspense.
Desde casos que remontam a décadas passadas até ocorrências mais recentes, a violência em Manaus apresentou contornos sombrios. As investigações policiais, muitas vezes complexas e de longa duração, tentaram desvendar a autoria de crimes que chocaram pela brutalidade e pela forma como foram executados.
O g1 relembra alguns dos assassinatos mais marcantes que moldaram a narrativa criminal de Manaus, explorando as investigações, os suspeitos e as dúvidas que por vezes permaneceram. Conheça os detalhes desses casos que continuam a gerar interesse e apreensão.
José Osterne: O Comerciante Associado a Três Assassinatos
Entre as décadas de 1950 e 1960, três assassinatos em Manaus tiveram um nome em comum: o comerciante cearense José Osterne de Figueiredo. O primeiro caso foi em 1953, com a morte do biscateiro Anacleto Gama, encontrado nu e em uma poça de sangue na alfaiataria de José, onde trabalhava. Pares de sapato do comerciante, com sinais de sangue, foram encontrados próximos à vÃtima.
Pouco tempo depois, José Osterne comprou a mercearia de Antônio Germano Dias. Um dia após assumir o negócio, o antigo proprietário foi encontrado assassinado, também nu e em uma poça de sangue. A presença de José em ambas as cenas do crime o colocou como principal suspeito.
Em 1968, o engraxate Walderglace Grangeiro, de apenas 13 anos, foi estrangulado. A investigação apontou que um carro utilizado no crime pertencia a José. A mãe do jovem relatou que José vinha prometendo emprego para seu filho. Apesar das associações, José Osterne nunca foi condenado, morrendo em 1977 sem a comprovação de sua culpa, deixando em aberto se era inocente ou um serial killer.
Irmãos Presos por Assassinatos de Homossexuais em Manaus
Em 2014, os irmãos Jucenildo Soares Damascena e Ricardo Damascena Cunha foram presos sob a suspeita de assassinar homens homossexuais em Manaus. A investigação teve inÃcio em novembro de 2013, após a morte do estudante de jornalismo Steve Host da Costa Barros. Ricardo alegou ter conhecido a vÃtima em um bar e, cerca de 20 dias depois, o estudante foi morto e roubado com a participação de seu irmão mais novo.
Na época, Ricardo declarou à imprensa: “Matei ele porque me prometeu dinheiro e não me deu. Não me arrependo. Morreu, morreu. É menos um gay”. Além de Steve Host, outros três homens foram identificados como vÃtimas atribuÃdas aos irmãos, totalizando dez assassinatos investigados.
“Mão Branca”: A Ameaça de Justiceiros em Manaus em 1980
O ano de 1980 foi marcado por uma onda de assassinatos em Campina Grande, na ParaÃba, atribuÃda a um suposto grupo de justiceiros conhecido como “Mão Branca”. Este grupo afirmava agir em defesa de órfãos e viúvas, punindo criminosos. A notoriedade do caso levou a uma ameaça de sua chegada a Manaus.
Um jornal local noticiou, em março de 1980, uma carta atribuÃda ao “Mão Branca” que anunciava sua chegada à capital amazonense para se vingar de crimes supostamente acobertados pela polÃcia. A carta mencionava uma lista de 77 suspeitos marcados para morrer. Em abril do mesmo ano, uma mala com armas foi encontrada em um carro em frente a um hotel, ostentando o sÃmbolo atribuÃdo ao grupo, aumentando a apreensão na cidade.
“Giban”: Suspeito de Matar Três Mulheres é Apontado como Serial Killer
Em janeiro de 2023, a PolÃcia Civil de Manaus prendeu Natan de Melo Furtado, de 33 anos, conhecido como “Giban”, suspeito de assassinar três mulheres no Amazonas entre 2016 e 2022. Dois dos crimes ocorreram em Boca do Acre, com os corpos das vÃtimas sendo queimados.
A terceira vÃtima foi Leonor Maria Nascimento da Silva, de 57 anos, assassinada em junho de 2022 no bairro Raiz, Zona Sul de Manaus, após sofrer 73 perfurações de arma branca. O delegado Ricardo Cunha, da Delegacia Especializada em HomicÃdios e Sequestros (DEHS), classificou Natan como serial killer devido à s semelhanças entre os crimes. O suspeito já havia sido preso em 2021 pelos assassinatos em Boca do Acre, mas fugiu para Manaus.