Amazonas reduz focos de queimadas em outubro, mas qualidade do ar segue em alerta
O estado do Amazonas registrou uma expressiva queda de 39,40% nos focos de queimadas durante o mês de outubro, quando comparado a setembro. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado contabilizou 2.258 focos em outubro, um número significativamente menor que os 3.726 registros do mês anterior.
Apesar da melhora nos índices de queimadas, a qualidade do ar em diversas regiões do estado continua sendo um ponto de atenção. Na manhã desta sexta-feira (31), nove municípios amazonenses apresentaram índices de qualidade do ar variando entre moderados e ruins, indicando a persistência de problemas respiratórios para a população local.
Os dados sobre a qualidade do ar são um alerta importante sobre os impactos das queimadas, mesmo com a redução observada. A situação exige monitoramento contínuo e ações efetivas para garantir a saúde da população. Conforme informação divulgada pelo Inpe e reportada por fontes locais, a situação ainda é preocupante em algumas áreas.
Qualidade do ar afeta nove municípios
Entre as cidades que registraram qualidade do ar de moderada a ruim estão Manaus, Iranduba, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Silves, Itapiranga, Urucará, Barreirinha e Parintins. Em situações mais críticas, como em Iranduba e Parintins, os índices chegaram a ser classificados como ruins e muito ruins, o que representa um risco elevado à saúde.
Operações de fiscalização intensificam combate às queimadas
A redução nos focos de queimadas ocorre em paralelo às intensas ações de fiscalização ambiental promovidas pelo estado. Entre os dias 9 e 28 de outubro, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou um total de R$ 8,5 milhões em multas e embargou 916,03 hectares de terra. Estas ações fazem parte da 13ª etapa da Operação Tamoiotatá 6.
As fiscalizações abrangeram seis municípios, incluindo Borba, Careiro, Careiro da Várzea, Beruri, Manaquiri e Autazes. As irregularidades mais comuns encontradas foram desmatamento sem autorização, queimadas ilegais e danos à vegetação nativa, além do descumprimento de embargos ambientais já existentes.
Decreto estadual proíbe o uso do fogo por 120 dias
As operações de combate às queimadas e desmatamento estão sendo realizadas sob a vigência do Decreto Estadual nº 55.339, emitido em 9 de setembro de 2026. Este decreto estabelece a proibição do uso do fogo em todo o território amazonense por um período de 120 dias, visando conter a propagação de incêndios e proteger o meio ambiente.
Apesar da queda nos números de queimadas, o Amazonas figura na sexta posição entre os estados com maior número de focos registrados em 2026, totalizando 8.515 ocorrências. A vigilância e o cumprimento das leis ambientais permanecem cruciais para a preservação da floresta e a saúde da população.