Amazonas registra 8,8% de estudantes com histórico de uso de drogas ilícitas

Um dado preocupante sobre o uso de drogas ilícitas entre jovens no Amazonas foi divulgado. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 8,8% dos estudantes de 13 a 17 anos no estado já experimentaram alguma substância ilícita.

A pesquisa, que abrangeu alunos de escolas públicas e privadas, revela nuances importantes sobre o perfil desse uso. Os dados mostram que o problema afeta mais os meninos, indicando a necessidade de políticas públicas direcionadas e eficazes para a prevenção.

Essas informações são cruciais para que gestores públicos e educadores possam planejar ações de combate e conscientização, visando proteger a juventude amazonense de riscos associados ao uso de entorpecentes. Conforme informação divulgada pelo g1, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) já utiliza estes dados como base.

Diferenças de gênero e rede de ensino em destaque

A PeNSE 2024 aponta uma disparidade de gênero no consumo de drogas ilícitas no Amazonas. Entre os estudantes do sexo masculino, o índice de quem já usou essas substâncias chega a 10,5%, enquanto entre as meninas o percentual é de 7,1%. Essa diferença ressalta a importância de abordagens diferenciadas na prevenção.

Outra distinção significativa é observada entre as redes de ensino. Nas escolas públicas do estado, 9,2% dos alunos relataram ter experimentado drogas ilícitas. Em contrapartida, nas escolas privadas, esse índice é consideravelmente menor, registrando 3,1%.

Manaus acompanha a tendência estadual

Na capital, Manaus, o cenário reflete os dados estaduais, com 8,2% dos estudantes entre 13 e 17 anos tendo histórico de uso de drogas ilícitas. Assim como no estado, há uma diferença entre os sexos: 9,5% dos meninos e 6,9% das meninas em Manaus relataram o uso.

A divisão por redes de ensino em Manaus também é notável. Nas escolas públicas da cidade, 9% dos alunos já experimentaram drogas ilícitas, comparado a 3% nas escolas privadas. Essa disparidade reforça a necessidade de políticas focadas nas realidades de cada tipo de instituição de ensino.

Ações governamentais para prevenção e bem-estar

A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) informou que os dados da PeNSE 2024 são fundamentais para o fortalecimento de políticas públicas intersetoriais. O objetivo é reduzir vulnerabilidades e garantir a permanência dos estudantes na escola.

No campo da saúde e bem-estar, a Seduc destacou iniciativas psicossociais, campanhas preventivas e ações do Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar. Essas medidas visam promover a saúde mental, cultivar uma cultura de paz e prevenir situações de risco entre os jovens.