Israel confirma morte de chefe de inteligência iraniano em Teerã, elevando tensões na região.

O general Majid Khademi, figura de alto escalão da Guarda Revolucionária do Irã, foi morto em um ataque aéreo em Teerã. A confirmação veio de fontes militares de ambos os países, intensificando o conflito em curso.

A Guarda Revolucionária iraniana declarou que Khademi foi vítima de um “ataque terrorista criminoso do inimigo americano-sionista”, que ocorreu ao amanhecer. Horas depois, o Exército de Israel confirmou a ação, descrevendo-a como um “bombardeio de precisão” contra a autoridade militar.

A morte de Khademi segue uma série de ações direcionadas a autoridades iranianas de elite, marcando um novo capítulo na escalada de hostilidades entre Irã, Israel e Estados Unidos, que se intensificou no final de fevereiro.

Khademi, um veterano com décadas de serviço

Majid Khademi era um nome de peso dentro do regime iraniano, com uma carreira de aproximadamente 50 anos na Guarda Revolucionária. Israel o descreveu como “um dos comandantes mais graduados” da força, detentor de “ampla experiência militar” adquirida ao longo de muitos anos.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ressaltou a importância de Khademi, afirmando que ele era “uma das três autoridades de mais alto escalão da Guarda Revolucionária do Irã”. Sua experiência era vista como crucial para as operações de inteligência do Irã.

Papel estratégico de Khademi e histórico de ataques

Segundo o Exército israelense, Khademi desempenhava um papel central na **coleta de inteligência militar** utilizada para planejar e executar “atividades terroristas contra Israel”. Além disso, ele estaria envolvido em tentativas de atingir cidadãos americanos e era responsável por monitorar civis iranianos durante a repressão a protestos internos.

Khademi ocupava o cargo de chefe de inteligência há menos de um ano, tendo assumido a função após a morte de seu antecessor, Mohammad Kazemi, em junho de 2025, durante a Guerra de 12 dias. Sua ascensão ao poder em um momento de alta tensão sublinha sua relevância para o regime iraniano.

Assassinatos seletivos marcam o conflito atual

A morte de Majid Khademi se insere em um contexto de assassinatos seletivos de autoridades iranianas de alto escalão, atribuídos a Israel e aos Estados Unidos desde o início da guerra que eclodiu no final de fevereiro. Essa estratégia tem sido um pilar nas operações contra o Irã.

Entre as figuras proeminentes eliminadas neste conflito, destacam-se o líder supremo Ali Khamenei, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani e o comandante responsável pelo fechamento do Estreito de Ormuz, Alireza Tangsiri. A eliminação de Khademi adiciona mais um nome à lista, aumentando a pressão sobre o regime iraniano.

Irã promete retaliação e condena ação

A Guarda Revolucionária iraniana, ao confirmar a morte de Khademi, classificou o ataque como um ato de “terrorismo criminoso”. A linguagem utilizada sugere uma forte reação e a possibilidade de retaliação contra os responsáveis. O Irã tem historicamente respondido a ataques percebidos como agressões diretas.

A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos, temendo uma nova escalada do conflito na região. A troca de acusações e a confirmação de ataques diretos elevam o nível de alerta e a instabilidade no Oriente Médio.