Trump avalia que políticas de deportação foram longe demais e quer mudar abordagem
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou a membros de seu governo que algumas das políticas de deportação implementadas podem ter ido longe demais. A percepção é de que é necessário ajustar a abordagem governamental sobre o tema, buscando evitar reações negativas.
Essa mudança de perspectiva, segundo o Wall Street Journal, surge após o presidente considerar que certas ações geraram forte repercussão negativa. O termo “deportação em massa”, em particular, tem sido visto como um ponto sensível entre eleitores.
Conversas com assessores e com a primeira-dama, Melania Trump, revelam uma preferência por direcionar os esforços de deportação para indivíduos com histórico criminal, em detrimento de operações amplas que podem causar desordem em cidades americanas.
Mudança impulsionada por preocupações políticas
A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, é apontada como uma das principais impulsionadoras dessa reavaliação. Ela avalia que a imigração, um dos pilares da campanha de Trump, transformou-se em um problema político que pode prejudicar o partido nas eleições de meio de mandato.
A orientação, conforme o Wall Street Journal, é modificar tanto o discurso quanto a prática das ações de imigração. Tom Homan, responsável pela política de fronteiras, tem liderado esse redirecionamento, defendendo a priorização de prisões de imigrantes com antecedentes criminais.
Eventos recentes e queda nas deportações
A alteração na estratégia também foi influenciada pela morte de dois cidadãos americanos durante ações de imigração no estado de Minnesota, um episódio que gerou forte repercussão negativa e aumentou a pressão por uma abordagem mais cautelosa.
Em decorrência dessa nova orientação, o governo suspendeu, por ora, operações de grande visibilidade em cidades como Chicago, Washington e Minneapolis. Embora novas ações não estejam completamente descartadas, a intensidade e o alcance das operações foram reduzidos.
Os números refletem a mudança: o número de prisões de imigrantes caiu para cerca de 1.200 por dia, uma diminuição significativa em comparação com os mais de 1.500 registrados durante operações recentes, de acordo com o jornal.
Prioridade continua em imigrantes criminosos
Integrantes do governo afirmam que a estratégia geral de imigração não foi alterada em sua essência. “A maior prioridade sempre foi deportar imigrantes ilegais criminosos”, declarou a porta-voz Abigail Jackson ao Wall Street Journal, reforçando o foco em indivíduos com histórico criminal.