Trump afirma que governo investiga explosão em escola iraniana com 175 mortos, a maioria crianças, após vídeo indicar míssil dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (9) que seu governo está investigando a explosão que devastou uma escola de meninas no sul do Irã. O ataque, ocorrido no primeiro dia da guerra, resultou na morte de 175 pessoas, sendo a maioria crianças.
A declaração de Trump surge após a divulgação de um vídeo pela agência iraniana Mehr e verificado pelo jornal americano The New York Times. As imagens capturam o momento em que um míssil, que se acredita ser de fabricação americana, atinge uma base naval adjacente à escola primária.
O governo Trump tem negado responsabilidade direta no ataque à escola, culpando o Irã pela tragédia. No entanto, as evidências visuais e investigações preliminares apontam para uma possível participação americana, intensificando a tensão na região. Conforme informação divulgada pelo The New York Times, o caso ocorreu na cidade de Minab, em 28 de fevereiro.
Vídeo mostra míssil americano próximo à escola bombardeada no Irã
O vídeo divulgado pela agência Mehr, e posteriormente confirmado pelo The New York Times, mostra um míssil de cruzeiro Tomahawk, arma exclusiva dos Estados Unidos, impactando uma base naval que seria utilizada pela Guarda Revolucionária do Irã. As imagens subsequentes revelam colunas de poeira e fumaça elevando-se na área da escola primária.
Para o jornal americano, a sequência de eventos sugere que a escola pode ter sido atingida pouco antes ou como consequência do ataque à base militar. O The New York Times compilou um conjunto de evidências, incluindo imagens de satélite e outros vídeos verificados, que reforçam a hipótese de que o prédio escolar foi atingido em um ataque de precisão.
Investigação preliminar dos EUA aponta para provável responsabilidade americana
Uma investigação preliminar conduzida pelos militares dos Estados Unidos, revelada pela agência Reuters um dia antes da declaração de Trump, indicou que forças americanas são provavelmente responsáveis pelo ataque à escola. Apesar disso, o Pentágono tem afirmado que os iranianos são os únicos a mirar civis.
O presidente Trump, em declarações anteriores no sábado (7), havia sugerido que o Irã teria atingido a própria escola, acusando o país de ser “muito impreciso com suas munições”. No entanto, a divulgação do vídeo e os resultados da investigação preliminar dos EUA parecem contradizer essa versão.
Ataque a civis: Potencial crime de guerra e o impacto no Oriente Médio
O bombardeio à escola de meninas em Minab, que vitimou 175 pessoas, a maioria crianças, levanta sérias preocupações sobre o cumprimento do direito internacional humanitário. A Organização das Nações Unidas (ONU) já solicitou uma investigação sobre o caso.
Atacar deliberadamente escolas, hospitais ou outras estruturas civis pode configurar um crime de guerra, segundo as leis internacionais. Caso a participação dos Estados Unidos seja confirmada, este incidente poderá se tornar um dos episódios com maior número de vítimas civis em décadas de conflitos americanos no Oriente Médio.
As imagens do funeral das meninas, exibidas pela TV estatal iraniana com caixões cobertos por bandeiras do país sendo transportados em meio a uma multidão, ressaltam a tragédia e a comoção gerada pelo evento. A comunidade internacional aguarda os desdobramentos da investigação para determinar as responsabilidades e as consequências diplomáticas e legais deste grave incidente.