INSS desmente fake news: Aposentadorias e pensões continuam sendo pagas normalmente, mesmo sem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN)
Nas últimas horas, uma onda de desinformação tomou conta das redes sociais, com notícias falsas alegando que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixaria de pagar aposentadorias e pensões para quem ainda não possui a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). É crucial esclarecer que essa informação não procede e que nada muda, neste momento, para quem já recebe seus benefícios.
A preocupação surge em torno da implementação da biometria digital, um processo que visa aumentar a segurança e combater fraudes. No entanto, o INSS tem um cronograma claro e comunicado oficialmente, que garante a continuidade dos pagamentos e estabelece prazos para a adaptação, sem prejudicar os segurados.
A verdade é que a exigência da biometria, seja pela CIN, CNH ou título de eleitor, está sendo implementada gradualmente. As informações sobre o que muda e os prazos são essenciais para que todos os beneficiários fiquem cientes e evitem transtornos. Conforme divulgado pelo próprio INSS, o órgão tem se empenhado em comunicar todas as novidades de forma transparente.
Biometria para novos benefícios: O que muda a partir de maio?
Desde novembro de 2025, o INSS já exige a biometria digital para a concessão de novos benefícios. Contudo, essa exigência inicial não afeta quem já está recebendo aposentadorias e pensões. A biometria pode ser fornecida através da CIN, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou do título de eleitor.
A partir de 1º de maio de 2026, haverá uma atualização importante: quem solicitar novos benefícios, como salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) ou pensão por morte, e não possuir nenhuma biometria cadastrada, precisará emitir a CIN para que o pedido seja processado. Mesmo assim, as biometrias da CNH e do título de eleitor continuarão sendo aceitas.
Manutenção de benefícios: Sem bloqueios, mas com atenção ao cronograma
Para os aposentados, pensionistas e demais beneficiários que já recebem seus pagamentos, o governo federal garante que não haverá nenhuma medida drástica e imediata. A transição para a exigência exclusiva da CIN para a manutenção dos benefícios será gradual e comunicada individualmente.
Caso o INSS identifique a necessidade de atualização biométrica de algum beneficiário ativo, o segurado será notificado com antecedência e de forma pessoal. Essa comunicação visa garantir que o recebimento dos valores não seja interrompido, permitindo que o beneficiário tome as providências necessárias com tranquilidade.
O futuro da identificação no INSS: CIN será o único documento em 2028
A grande mudança no cronograma está prevista para 1º de janeiro de 2028. A partir desta data, a Carteira de Identidade Nacional (CIN) se tornará o único documento com biometria aceito tanto para novos pedidos de benefícios quanto para a manutenção daqueles já concedidos. O INSS reforça que informará amplamente os segurados sobre essa transição.
A comunicação será feita através do aplicativo e site Meu INSS, além dos postos de atendimento físico. O objetivo principal dessa unificação é fortalecer o combate a fraudes, aumentar a segurança dos dados previdenciários e assegurar que os recursos públicos cheguem efetivamente a quem tem direito, como estabelecido pelo Decreto 12.561/2025.
Exceções e recomendação: Como se preparar para as mudanças
O INSS prevê algumas exceções à obrigatoriedade da biometria durante todo o período de transição. Essas dispensações visam atender a grupos específicos que podem ter dificuldades de acesso à emissão da CIN ou aos serviços públicos. Entre eles estão pessoas com mais de 80 anos, aqueles com comprovada dificuldade de locomoção por motivos de saúde, moradores de áreas de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas, migrantes, refugiados, apátridas e residentes no exterior.
Apesar de a exigência exclusiva da CIN ser apenas em 2028, a orientação do INSS é que os cidadãos busquem emitir a CIN o quanto antes. Essa antecipação pode evitar filas futuras nos órgãos de identificação e, mais importante, reforça a segurança dos dados pessoais e do próprio benefício previdenciário, prevenindo possíveis fraudes.