Moradores de Manaus expressam indignação com a precariedade das vias e a falta de obras de infraestrutura, mesmo com um orçamento expressivo destinado à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). Problemas recorrentes como redes de drenagem rompidas, desabamentos e erosões continuam a assolar diversos bairros da capital amazonense, colocando em risco a segurança de famílias e gerando significativos prejuízos materiais.

A situação é emblemática na rua Professora Emília Grana, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. Há mais de um mês, o rompimento de uma rede de drenagem causou o colapso de parte do terreno, situação agravada pelas fortes chuvas que transbordaram a água e intensificaram os danos. O desabamento afetou diretamente a residência do motoboy David da Silva, que hoje tem o acesso à sua casa restrito a um pequeno trecho de concreto remanescente.

A família de David vive sob constante apreensão, com a estrutura da residência comprometida. A poucos metros dali, na rua 15, também no Cidade Nova, outro rompimento na rede de drenagem levou ao desmoronamento do pavimento, evidenciando a urgência das demandas. Os moradores clamam por providências efetivas do poder público municipal, que, segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, dispõe de R$ 799,8 milhões para a Seminf. Conforme dados da Secretaria Municipal de Finanças, a cidade terá um orçamento total de R$ 12 bilhões em 2026, com as maiores parcelas direcionadas para Educação, Saúde e Urbanismo, conforme apurado pela reportagem.

Para o cientista político Carlos Santiago, a gestão municipal precisa estreitar laços com as necessidades da população. “O que a prefeitura precisa fazer é se identificar com essa cidade, saber exatamente onde estão as necessidades das obras. O que a gente percebe é um distanciamento. O atual prefeito já foi secretário de infraestrutura, então já deveria saber quais são os pontos mais sensíveis da capital”, avaliou.

Enquanto a população aguarda soluções, as mazelas urbanas persistem, sem respostas concretas do poder público. A verba destinada à infraestrutura, embora vultosa, parece não se traduzir em melhorias tangíveis para os cidadãos que sofrem diariamente com a falta de manutenção e obras essenciais em suas comunidades, evidenciando um **descompasso entre o orçamento e a realidade vivida pelos manauaras**.

A **precariedade das vias** e a **falta de obras de infraestrutura** em Manaus se tornaram um **motivo de grande insatisfação** para os moradores. A situação se agrava com a **negligência aparente** em relação a problemas crônicos, como o **rompimento de redes de drenagem** e a **erosão de terrenos**, que colocam em **risco a segurança** de diversas famílias.

A **demora na execução de obras** e na **manutenção preventiva** tem gerado um ciclo de transtornos. A **falta de ações efetivas** por parte da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) é criticada, especialmente quando se considera o **alto valor orçamentário** destinado à pasta, que em 2026 será de R$ 799,8 milhões. Esse montante, apesar de menor que o do ano anterior, deveria ser suficiente para atender às demandas urgentes da cidade.

Moradores relatam que a **situação é considerada urgente** e cobram **providências imediatas** do poder público. A **falta de comunicação e de ações visíveis** por parte da prefeitura aumenta a sensação de abandono. A **preocupação com a segurança e o patrimônio** é constante, pois os problemas estruturais podem levar a deslizamentos e outros acidentes graves.

A análise de especialistas aponta para um possível **distanciamento entre a gestão municipal e as necessidades reais da população**. A falta de priorização e a **ineficiência na aplicação dos recursos** podem estar contribuindo para o cenário atual, onde a **infraestrutura da cidade** se deteriora enquanto o orçamento para sua melhoria é significativo. A **cobrança por transparência e resultados** se intensifica a cada dia.