EUA investigam possível ameaça de drones militares cubanos perto da Flórida com tecnologia russa e iraniana

A proximidade geográfica entre Cuba e o sul da Flórida volta a ser um ponto de atenção para as autoridades de segurança dos Estados Unidos. Informações recentes, divulgadas pelo portal Axios com base em dados da inteligência americana, sugerem que o governo cubano teria adquirido uma quantidade expressiva de drones militares, com origem na Rússia e no Irã.

Esses veículos não tripulados, estimados em mais de 300 unidades, levantaram preocupações devido a discussões hipotéticas sobre cenários de ataque. Relatórios indicam que Cuba teria cogitado simulações de ofensivas contra alvos estratégicos, incluindo a base naval de Guantánamo, embarcações da marinha americana e áreas próximas à costa da Flórida.

A notícia gerou repercussão imediata entre políticos e lideranças da comunidade cubana exilada no sul da Flórida. Conforme informações divulgadas pelo portal Axios, com base em dados da inteligência americana, a aquisição desses drones por Havana acende um alerta sobre a segurança nacional e a capacidade de ação do país caribenho.

Alerta Político e Comunitário na Flórida

A comunidade cubana exilada no sul da Flórida expressou forte preocupação com a notícia. O Dr. Orlando Gutierrez-Boronat, porta-voz da Assembleia da Resistência Cubana, classificou os drones como “verdadeiras máquinas de guerra, dotadas de alta precisão e capacidade devastadora”, alertando para a gravidade da situação.

Políticos da Flórida, como os representantes Carlos Gimémez, Mario Díaz-Balart e Marí­a Elvira Salazar, reiteraram a classificação do regime cubano como uma ameaça iminente à segurança nacional. Eles exigem que o governo dos EUA intensifique a vigilância diante da presença dessa tecnologia militar próxima ao território americano.

Havana Nega Acusações e Critica Washington

Em resposta às alegações, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodrí­guez, negou veementemente as acusações. Ele afirmou que o país “não deseja e nem ameaça iniciar uma guerra”, classificando a divulgação das informações como uma manobra de Washington para criar um pretexto e aumentar a pressão política e econômica sobre a ilha.

Segundo o chanceler cubano, a intenção por trás dessas informações seria fabricar um falso pretexto para intensificar as sanções e o embargo econômico contra Cuba, prejudicando ainda mais a população.

Monitoramento Local e Falta de Alertas Federais

Enquanto o debate diplomático e as investigações prosseguem, as autoridades policiais locais na Flórida mantêm o monitoramento. O Gabinete do Xerife do Condado de Monroe, responsável pela região das Florida Keys, o ponto mais próximo dos EUA a Cuba, confirmou que está acompanhando os noticiários sobre o caso.

No entanto, o departamento ressaltou que, até o momento, não recebeu nenhum alerta ou orientação oficial por parte das agências federais de segurança sobre uma ameaça concreta relacionada aos drones cubanos. A vigilância segue ativa, mas sem diretrizes específicas vindas de Washington.