Justiça Americana Libera Carta Atribuída a Jeffrey Epstein com Declarações Chocantes
A Justiça dos Estados Unidos tornou pública nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, uma carta que teria sido escrita por Jeffrey Epstein pouco antes de sua morte em 2019. Epstein aguardava julgamento sob acusações federais de tráfico sexual. O bilhete, que permaneceu sob sigilo judicial por anos, contém críticas contundentes às investigações que o cercavam e faz menções diretas à possibilidade de suicídio, aumentando o mistério em torno de seu falecimento.
A decisão de divulgar o documento partiu do juiz federal Kenneth M. Karas, responsável pelo caso criminal de Nicholas Tartaglione, ex-companheiro de cela de Epstein. O magistrado atendeu a um pedido feito pelo jornal The New York Times, que buscava acesso à carta para esclarecer detalhes sobre o caso.
Conforme apurado pelos jornalistas Jeremy Roebuck e Maegan Vazquez, do The Washington Post, o conteúdo da carta atribui a Epstein a afirmação de que investigadores teriam passado meses analisando sua vida e, segundo ele, “não encontraram nada”. Em um trecho específico, o financista teria escrito sobre sua própria morte, declarando: “É um prazer poder escolher o momento de se despedir”. Essas palavras adicionam uma camada de complexidade às investigações sobre sua morte, oficialmente classificada como suicídio.
Descoberta da Carta e Autenticidade em Debate
A carta foi descoberta em julho de 2019 por Nicholas Tartaglione, semanas antes da morte de Epstein. Segundo os jornalistas Benjamin Weiser, Steve Eder e Jan Ransom, do The New York Times, Tartaglione relatou ter encontrado o bilhete escondido dentro de uma “graphic novel”, ou romance em quadrinhos, após Epstein ser transferido para outra ala da prisão. O ex-policial teria entregado o documento aos advogados de Epstein.
Os advogados de Tartaglione afirmaram ter autenticado a carta, embora não tenham fornecido detalhes sobre o método utilizado. Até o momento, nenhum tribunal ou órgão investigador confirmou oficialmente a autenticidade do documento. A carta permaneceu em sigilo mesmo após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar milhões de páginas relacionadas às investigações sobre Epstein, e investigadores federais que analisaram sua morte não tiveram acesso à carta durante as apurações oficiais.
Histórico de Epstein e o Caso Tartaglione
Jeffrey Epstein já havia sido condenado em 2008 após admitir culpa em acusações ligadas à prostituição, incluindo um caso envolvendo uma menor de idade. Em 2019, ele foi preso novamente sob acusações federais de tráfico sexual, um caso que gerou grande repercussão internacional.
Nicholas Tartaglione, o ex-policial que encontrou a carta, foi condenado em 2023 a quatro penas de prisão perpétua por um quádruplo homicídio. Ele nega ter agredido Epstein e recorre da sentença. A ligação entre os dois detentos e a descoberta da carta continuam a ser pontos de interesse nas investigações.
O Conteúdo da Carta Atribuída a Epstein
A carta atribuída a Jeffrey Epstein, traduzida para o português, diz o seguinte:
“Eles me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!!
“Então resultaram acusações de 15 anos atrás
“É um privilégio poder escolher o próprio momento de dizer adeus,
“O que vocês querem que eu faça — Comece a chorar!!
“NADA DIVERTIDO – NÃO VALE A PENA!!“
A divulgação desta carta, com suas declarações ambíguas e críticas diretas, reabre o debate sobre as circunstâncias da morte de Jeffrey Epstein e as complexidades do seu caso, bem como dos indivíduos envolvidos em seu círculo.