Casal economiza R$ 7 mil por mês viajando o mundo como cuidadores de pets, trocando aluguel por hospedagem gratuita.
Em um cenário onde o custo de vida desafia muitos jovens, Hannah Cleaver, de 25 anos, e seu marido, Jack, encontraram uma solução criativa para viver e viajar sem gastar com moradia. Eles decidiram se tornar cuidadores de animais de estimação em diferentes países, uma escolha que não só permitiu conhecer o mundo, mas também resultou em uma economia considerável.
A ideia surgiu como uma resposta à dificuldade em arcar com o aluguel no País de Gales. Após terminarem a faculdade, o casal se viu diante de aluguéis que chegavam a cerca de R$ 6.100 mensais, um valor considerado impensável para estudantes. Essa realidade os impulsionou a buscar alternativas.
O que começou como uma medida temporária se transformou em um estilo de vida. Em três anos, Hannah e Jack visitaram lugares como Estados Unidos, Singapura, Austrália, Tailândia e Japão, tudo isso enquanto cuidavam dos pets de outras pessoas. Conforme informações divulgadas, o casal conseguiu economizar aproximadamente R$ 7 mil por mês, vivendo de graça e sem despesas com contas.
Da necessidade à aventura global: o início da jornada
A jornada começou em Cardiff, no País de Gales, onde Hannah e Jack enfrentavam o alto custo do aluguel após a graduação. A dificuldade em comprovar renda para locação e os valores exorbitantes dos imóveis os levaram a considerar outras opções. Foi um vídeo no TikTok sobre cuidados com pets que despertou o interesse do casal.
Inicialmente céticos sobre morar na casa de estranhos, a possibilidade de trabalho remoto de Jack, que atua em marketing, os encorajou a experimentar. Eles começaram com trabalhos menores em Cardiff e Swansea, percebendo rapidamente o potencial desse modelo.
O primeiro contrato de três meses foi um divisor de águas, confirmando que essa poderia ser uma estratégia de longo prazo. Após juntarem dinheiro suficiente, eles embarcaram em um ano de viagens internacionais, focando em países da Ásia, América do Norte e Austrália, sempre com a companhia de animais de estimação.
Vivendo como locais e superando desafios inesperados
A experiência de cuidar de pets em outros países proporcionou a Hannah e Jack uma imersão cultural única. Eles aprenderam costumes locais, como a necessidade de carregar garrafas de água no Japão para limpar as calçadas após os passeios com os cães. Jack relata que os donos ensinavam frases básicas em japonês para facilitar a comunicação durante os passeios.
O fato de essa atividade ser considerada trabalho voluntário em muitos lugares também significou a isenção de taxas adicionais de visto, facilitando ainda mais as viagens. Hannah destaca que, ao passear com os cães diariamente, eles experimentavam a vida local de forma mais autêntica, indo além do turismo convencional.
A aventura, no entanto, também trouxe momentos inusitados. Em uma ocasião, o casal ficou retido no Havaí por duas semanas devido a um erro de Hannah em um formulário de imigração, onde ela acidentalmente se identificou como criminosa. Outra lembrança marcante foi a de um husky em Seattle que, segundo eles,