PSB almeja liderar a esquerda no futuro, diz ministro Paulo Pereira
Um dos nomes fortes do PSB, o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, declarou que o partido tem como objetivo principal se credenciar para ser o **protagonista da esquerda no cenário pós-Lula**. A ambição é clara: **ser a plataforma para a reconstrução do campo progressista em 2030**. Pereira, que é braço-direito do presidente da legenda, João Campos, e membro da Executiva Nacional, expressou essa meta como a “obsessão” do partido.
A estratégia do PSB tem se mostrado eficaz. Recentemente, o partido atraiu figuras políticas de peso durante a janela partidária, incluindo a ex-ministra **Simone Tebet** e os senadores **Rodrigo Pacheco** e **Soraya Thronicke**. Essa movimentação fortaleceu as bancadas do partido no Congresso Nacional.
Na Câmara dos Deputados, o PSB aumentou sua representação de 16 para 20 parlamentares, e no Senado, a bancada cresceu de 5 para 7 senadores. Pereira projeta um crescimento ainda maior para as próximas eleições, prevendo chegar a uma bancada de **25 a 30 deputados federais**, o que, segundo ele, credencia o partido a liderar um projeto eleitoral em 2030. Essas informações foram divulgadas pelo próprio ministro.
Crescimento em quantidade e qualidade de filiados impulsiona o PSB
Apesar de o campo progressista ter enfrentado dificuldades na última janela partidária, o PSB se destaca pelo **ganho tanto em número quanto em relevância de seus novos filiados**. Essa estratégia visa fortalecer a sigla para os próximos ciclos eleitorais, especialmente o período que se seguirá ao fim da era Lula na presidência.
O ministro Paulo Pereira enfatizou que o objetivo não é necessariamente lançar um candidato próprio em 2030, algo que não ocorre desde 2014, quando o partido sempre se aliou ao PT nas eleições presidenciais. O foco é **estruturar o partido para ter protagonismo no jogo político**, independentemente do resultado eleitoral. A presença de nomes como João Campos, Rodrigo Pacheco, Geraldo Alckmin e Simone Tebet no partido é vista como um diferencial.
Eleição de João Campos pode impulsionar candidatura presidencial em 2030
A expectativa é que a eleição de João Campos como governador de Pernambuco, caso se concretize, o posicione como um **potencial candidato à presidência em 2030**. Pereira ressalta que isso não garante uma candidatura, mas sim que o partido estará em **condições favoráveis para disputar a liderança** do campo progressista.
O ministro também aproveitou para criticar a articulação política do atual governo. Segundo ele, a dificuldade em atrair mais apoios durante a janela partidária reflete essa falha na articulação. “O natural seria que, no fim de um ciclo de governo, depois de um tempo sentado na cadeira, você consiga atrair um pedaço maior dos parlamentares, mas isso não aconteceu”, afirmou Pereira.