Terceiro suspeito de envolvimento na morte do psicólogo Manoel Guedes é preso em Manaus

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) anunciou a prisão de Adílio Gonçalves do Nascimento, também conhecido como “Loirinho”, o terceiro suspeito de envolvimento na morte do psicólogo e professor universitário Manoel Guedes Brandão Neto. O corpo do profissional foi encontrado em um terreno baldio na antiga cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, em julho de 2025.

A prisão de Adílio ocorreu na sexta-feira (17) e, segundo as autoridades, ele é apontado como um dos responsáveis diretos pelo assassinato. A investigação policial revelou que “Loirinho” chegou a prestar depoimento como testemunha no início do caso, tentando despistar a polícia e ocultar sua participação no crime.

No entanto, novas provas e depoimentos coletados durante a investigação confirmaram o envolvimento de Adílio Gonçalves no homicídio. Conforme informações divulgadas pela polícia, o crime teria sido planejado e executado de forma coordenada. A notícia da prisão do terceiro suspeito traz mais um passo na elucidação completa deste caso que gerou grande comoção.

Cronologia da investigação e prisão dos suspeitos

De acordo com o delegado Ricardo Cunha, a dinâmica do crime envolveu mais de uma pessoa na ação contra o psicólogo Manoel Guedes. Um dos suspeitos, José Carlos de Souza Neto, teria iniciado a agressão com um golpe de estrangulamento. Em seguida, Adenilson Medeiros Rocha e Adílio Gonçalves teriam participado da sequência do ataque.

Adenilson Medeiros Rocha foi o primeiro a ser preso pela Polícia Militar, em 22 de julho de 2025, logo após o crime. Já José Carlos de Souza Neto foi detido posteriormente, em 20 de setembro do mesmo ano. Com a prisão de Adílio Gonçalves do Nascimento, a polícia considera o trio de executores completo.

Os três suspeitos agora responderão por homicídio qualificado e roubo. Eles permanecem sob custódia da Justiça, aguardando os desdobramentos do processo judicial.

Desaparecimento e descoberta do corpo do psicólogo

Manoel Guedes Brandão Neto estava desaparecido desde a madrugada de 20 de julho de 2025, após deixar uma festa junina em Manaus. Imagens de câmeras de segurança registraram o psicólogo atravessando uma rua por volta das 6h15, momentos antes de seu desaparecimento.

O corpo do psicólogo foi encontrado em uma área de mata nos fundos do antigo prédio da cadeia Raimundo Vidal Pessoa, localizado na Avenida Lourenço da Silva Braga, no Centro da capital amazonense. A área foi imediatamente isolada pela Polícia Militar, e a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito no local.

Na época do desaparecimento, a família informou que Manoel Guedes portava apenas o celular e nenhum dinheiro, o que levantou a suspeita de latrocínio (roubo seguido de morte) ou crime motivado por homofobia, uma vez que Manoel era homossexual. A investigação buscou esclarecer todas as linhas de apuração para trazer justiça à família da vítima.