Zema sugere prêmio financeiro para saída do Bolsa Família, com diferenciação de gênero nas exigências
O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), apresentou uma proposta polêmica sobre o programa Bolsa Família, caso seja eleito. Ele afirmou que não exigiria comprovação de estudo para mulheres beneficiárias, direcionando as exigências de qualificação profissional prioritariamente para homens jovens e adultos.
Zema justificou a diferenciação alegando que as mulheres possuem “outras atribuições em casa” e “têm filhos”, o que as colocaria em uma posição distinta dos homens em relação às demandas do mercado de trabalho.
As declarações foram feitas durante o evento “Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, em Brasília. A proposta visa, segundo o pré-candidato, reduzir a dependência de programas sociais e incentivar a autonomia financeira, criticando o que chamou de “populismo” e “paternalismo” em políticas públicas. Conforme informação divulgada pelo portal de notícias, as regras mais rígidas seriam voltadas para o público masculino.
Incentivo financeiro para formalização
Na mesma ocasião, Romeu Zema defendeu a criação de mecanismos para estimular a saída do Bolsa Família para empregos formais. Ele propôs o pagamento de um bônus de R$ 5.000 para beneficiários que conseguirem um emprego com carteira assinada. “Eu vou dar um prêmio de R$ 5.000. Esse prêmio, em 5 ou 6 meses, está quitado”, declarou o ex-governador de Minas Gerais.
A ideia é que este valor seja quitado em poucos meses, considerando o benefício mínimo atual do programa, que é de R$ 600. Zema argumenta que a medida seria compensada pela arrecadação gerada com a formalização do trabalhador e pela consequente redução dos pagamentos do benefício social.
Críticas à permanência prolongada no programa
O pré-candidato criticou a permanência prolongada no programa social sem a busca por qualificação profissional. Ele avalia que essa situação prejudica a inserção dos beneficiários no mercado de trabalho, perpetuando uma geração que, em sua visão, não se prepara para as demandas futuras. “Ninguém se qualificou. Ninguém está preparado para um mercado de trabalho que demanda cada vez mais conhecimento”, afirmou.
O Bolsa Família em números
O Bolsa Família é reconhecido como o maior programa de transferência de renda da história do Brasil. Em junho, o programa alcançou cerca de 19,35 milhões de famílias, com um benefício médio de R$ 677,66. Em novembro de 2025, o número de cadastros era de 18,66 milhões, indicando a admissão de 690 mil novas famílias no período.

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