Tensão política aumenta com declarações de Trump sobre Cuba e Venezuela, com possível impacto na segurança energética da ilha.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as declarações sobre a política externa, especialmente em relação a Cuba e Venezuela. Em uma demonstração de sua estratégia, ele republicou uma postagem em sua rede social sugerindo que o senador Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, poderia assumir a presidência de Cuba, afirmando que “Por mim, tudo bem!”.

Essa atitude ocorre em um momento de crescente pressão sobre o regime venezuelano, com a recente captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que estão detidos nos EUA sob acusações de narcoterrorismo. As ações de Trump sinalizam uma nova fase de interferência na política interna de países considerados adversários.

As declarações de Trump foram divulgadas após ele anunciar o fim do acesso de Cuba ao petróleo e ao dinheiro da Venezuela. O presidente americano também afirmou que o país caribenho não precisa mais da segurança cubana, que supostamente recebia em troca do combustível venezuelano. Segundo informações divulgadas, a Venezuela é responsável por aproximadamente 30% do petróleo consumido em Cuba, o que torna a ilha vulnerável em caso de interrupção desse fornecimento.

Marco Rubio, senador de origem cubana, é alvo de postagem republicada por Trump

A republicação de um post humorístico no X (antigo Twitter) sobre Marco Rubio se tornar presidente de Cuba, acompanhada da declaração de Trump “Por mim, tudo bem!”, chamou a atenção. Rubio, nascido em Miami, é filho de imigrantes cubanos e uma figura proeminente no Partido Republicano, conhecido por sua postura firme em relação ao regime cubano.

Essa jogada política de Trump pode ser interpretada como uma forma de pressionar o governo cubano, ao mesmo tempo em que utiliza figuras políticas de ascendência cubana para reforçar sua mensagem. A origem de Rubio adiciona uma camada de complexidade a essa declaração, dada a história de migração e as relações entre os EUA e Cuba.

Corte de suprimentos venezuelanos: um golpe para Cuba

O anúncio de Trump sobre o fim do acesso de Cuba ao petróleo e recursos financeiros da Venezuela representa um **golpe significativo** para a economia da ilha. A Venezuela tem sido um fornecedor crucial de energia para Cuba, especialmente desde que os EUA impuseram sanções econômicas ao país caribenho na década de 1960.

A dependência cubana do petróleo venezuelano, negociado a partir da aproximação entre Nicolás Maduro e o regime iniciado por Fidel Castro, expõe a **vulnerabilidade de Havana** em caso de colapso no fornecimento. A situação se agrava com a captura de Maduro, que deixa o futuro dessa relação comercial em xeque.

Cuba responde às acusações e nega recebimento de dinheiro por segurança

Em resposta às declarações de Trump, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, utilizou o X para afirmar que o país tem o **direito absoluto de importar combustível** de qualquer mercado disposto a exportá-lo, sem interferência externa. Ele também negou veementemente que Cuba recebesse compensação monetária por serviços de segurança prestados à Venezuela ou a qualquer outro país.

Rodriguez enfatizou que Cuba exerce seu direito de desenvolver relações comerciais sem subordinação a medidas coercitivas unilaterais impostas pelos EUA. A posição cubana busca reafirmar sua soberania e autonomia frente às pressões americanas, contestando as alegações sobre a natureza da ajuda venezuelana.

Contexto da interferência americana na Venezuela e o futuro de Cuba

As declarações de Trump sobre Cuba ocorrem em um contexto de crescente interferência americana na política venezuelana, especialmente após a captura de Nicolás Maduro. Trump já havia declarado anteriormente que Cuba “está pronta para cair” e que o país não tem mais a renda proveniente da Venezuela.

A ilha, localizada a apenas 145 km da Flórida, enfrenta um cenário de incerteza econômica e política. A **disputa geopolítica** entre os EUA e os governos de Cuba e Venezuela continua a moldar a dinâmica regional, com potenciais repercussões significativas para a estabilidade e o desenvolvimento de ambos os países.