Trump busca investimento bilionário na Venezuela e planeja venda de petróleo bruto para os EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo direto a executivos das maiores petrolíferas americanas, como ExxonMobil e Chevron, para que invistam um montante significativo de US$ 100 bilhões na Venezuela. O objetivo é acelerar a exploração e produção de petróleo no país sul-americano, visando aumentar a influência dos EUA na região.
A proposta, apresentada em uma reunião na Casa Branca, visa reconstruir a infraestrutura energética venezuelana. Trump expressou confiança de que, com a colaboração de sua administração e do governo venezuelano, essas mudanças podem ser implementadas, abrindo caminho para níveis de produção de petróleo nunca antes vistos.
No entanto, a receptividade do setor a essa iniciativa tem sido marcada pela cautela. Executivos das empresas demonstraram preocupação com a segurança jurídica e lembram de confiscos anteriores de ativos, o que torna o cenário de investimento considerado “ininvestível” por alguns líderes do setor, conforme declarado pelo CEO da ExxonMobil, Darren Woods. Conforme informação divulgada pela fonte do conteúdo, o Departamento de Energia americano informou que os EUA já começaram a comercializar petróleo venezuelano.
Chevron Sinaliza Compromisso, Mas Outras Gigantes Hesitam
Apesar da hesitação geral, o vice-presidente da Chevron, Mark Nelson, indicou que a empresa está comprometida com investimentos na Venezuela. A Chevron é atualmente a única grande petrolífera dos EUA que mantém operações no país, o que pode conferir-lhe uma posição estratégica nas negociações.
Donald Trump também anunciou que os EUA irão refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto da Venezuela, sob um novo acordo. Essa medida ocorreria após uma ação militar americana que resultou na prisão de Nicolás Maduro em território venezuelano, segundo a fonte.
China é Principal Comprador e EUA Buscam Alternativas
A China tem sido o principal comprador do petróleo venezuelano, especialmente após as sanções impostas pelos EUA em 2019. A participação chinesa nas exportações venezuelanas subiu para 68% nos últimos anos. Trump mencionou a abertura dos EUA para negociações com a China sobre o tema, buscando reconfigurar o fluxo de petróleo.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que o país está aberto a relações energéticas mutuamente benéficas. Essa declaração surge em um momento em que a Casa Branca trabalha em um acordo de petróleo com Caracas, buscando redirecionar os suprimentos para os Estados Unidos e evitar cortes mais profundos na produção venezuelana.
Receita de Vendas Destinada a Produtos Americanos
Trump afirmou que a Venezuela concordou em destinar a receita obtida com a venda de seu petróleo à compra exclusiva de produtos fabricados nos EUA. Essa estratégia inclui itens como produtos agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos, além de materiais para a melhoria da rede elétrica e instalações de energia do país.
Em publicação no Truth Social, Trump descreveu essa decisão como “uma escolha sensata e algo muito positivo para o povo da Venezuela e dos Estados Unidos”, reforçando a ideia de um acordo comercial vantajoso para ambas as nações. A receita das vendas de petróleo bruto e derivados será depositada em contas controladas pelos EUA para garantir a integridade da distribuição final dos recursos.
Início Imediato das Vendas e Controle Americano sobre os Recursos
O Departamento de Energia americano confirmou o início imediato das comercializações de petróleo venezuelano, que continuarão por tempo indeterminado. A receita será depositada em contas controladas pelos EUA, com o objetivo de assegurar que os fundos sejam utilizados “em benefício do povo americano e do povo venezuelano, a critério do governo dos EUA”.
A petroleira estatal venezuelana PDVSA reportou avanços nas negociações com os EUA para a venda de petróleo, discutindo termos semelhantes aos acordos já existentes com parceiros estrangeiros. Este movimento representa uma mudança significativa no cenário energético global e nas relações bilaterais entre os dois países.