Tensão aumenta no Oriente Médio com mobilização militar dos EUA e resposta firme do Irã, que rejeita negociações sob ameaças.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em rede social o envio de uma “enorme armada” em direção ao Irã, intensificando a pressão militar na região. Trump expressou o desejo de negociar um acordo sobre o programa nuclear iraniano, mas deixou claro que está disposto a usar a força militar, citando a intervenção na Venezuela como exemplo de ação rápida e contundente, se necessário.

Em resposta direta às declarações de Trump e ao deslocamento de navios de guerra americanos, o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país não negociará sob ameaças. Ele desmentiu categoricamente as alegações de Trump sobre contatos recentes e a busca por negociações por parte do governo iraniano, enfatizando que o diálogo não pode ocorrer em um ambiente de coação.

A escalada verbal e militar ocorre em um momento de alta tensão entre os dois países. Conforme divulgado pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln chegou ao Oriente Médio, com a missão declarada de impedir ações desestabilizadoras e proteger interesses americanos na região. Trump indicou que “outra bela armada” também está a caminho, reforçando a demonstração de força.

Irã rejeita negociações sob pressão e contesta versão dos EUA

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, foi enfático ao declarar que a diplomacia conduzida por meio de ameaças militares é ineficaz. “Se eles querem que as negociações avancem, certamente precisam deixar de lado ameaças, exigências excessivas e a colocação de questões ilógicas”, disse Araghchi, em declarações transmitidas pela TV estatal. Ele também negou veementemente que o Irã tenha buscado negociações ou que tenha havido contato com o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, nos últimos dias.

Trump insiste em acordo nuclear e mantém “todas as opções sobre a mesa”

Donald Trump utilizou sua conta em uma rede social para afirmar que o tempo para um acordo com o Irã está “se esgotando”. Ele relembrou a ação militar na Venezuela para ilustrar a capacidade americana de agir “rapidamente, com velocidade e violência, se necessário”. Apesar de ainda não ter iniciado uma ação militar direta contra o Irã, o presidente americano reiterou que todas as opções permanecem em consideração para pressionar Teerã a limitar seu programa nuclear.

Mobilização militar americana visa “impedir ações desestabilizadoras”

O envio do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e de outros navios de guerra para o Oriente Médio foi anunciado pelo Centcom. Segundo o comunicado, a missão é aumentar a pressão sobre o regime iraniano e garantir a segurança dos interesses americanos na região. A mobilização ocorre em meio a um cenário de crescentes tensões e, segundo os EUA, para impedir ações desestabilizadoras por parte do Irã.

Teerã confia em “próprias capacidades” e critica intervenção estrangeira

Em resposta à crescente presença militar dos Estados Unidos, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, criticou qualquer possibilidade de intervenção estrangeira. Ele assegurou que o país confia “em suas próprias capacidades” para garantir sua segurança e soberania, sinalizando uma postura de resistência diante das pressões internacionais. A situação sublinha a complexidade das relações entre Irã e EUA, com ambos os lados adotando posições firmes.