Donald Trump culpa o que chama de “caos democrata” pelas mortes de dois americanos em operações federais de imigração em Minneapolis, acusando a polícia local de atrapalhar o trabalho dos agentes federais e de reforçar protestos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou sua posição neste domingo (25), atribuindo a culpa pelas mortes de dois americanos por agentes federais em Minneapolis à liderança democrata em cidades e estados que, segundo ele, se recusam a cooperar com a repressão à imigração.
Em publicações nas redes sociais, Trump afirmou que a entrada de dezenas de milhares de imigrantes ilegais nos EUA durante o governo anterior, incluindo indivíduos com histórico de crimes graves como assassinato, estupro, sequestro, terrorismo e tráfico, é um reflexo direto dessa postura.
Conforme informação divulgada pelo presidente, as operações de deportação transcorrem pacificamente em estados e cidades governados por republicanos, onde a polícia local colabora ativamente com o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Em contraste, Trump declarou que estados democrátas encorajam manifestações e se recusam a trabalhar em parceria com o ICE, criando um ambiente de confronto.
Defesa dos agentes federais e críticas a governadores
No sábado (24), Trump já havia defendido publicamente os agentes federais envolvidos no incidente. Ele divulgou a imagem de uma arma apreendida e acusou o governador e o prefeito de Minneapolis de “incitar insurreição” ao criticarem as ações das forças federais.
O caso de Michael Reinoehl e o debate sobre legítima defesa
A morte de Michael Reinoehl, um cidadão americano, enfermeiro de UTI e ativista contra a política migratória de Trump, gerou controvérsia. Autoridades afirmaram que Reinoehl estaria armado e teria colocado os agentes em risco, justificando o disparo em legítima defesa. Integrantes do governo chegaram a associar o caso a atos de “terrorismo doméstico”.
No entanto, a narrativa oficial passou a ser contestada após a divulgação de vídeos de testemunhas que não mostram Reinoehl sacando a arma ou ameaçando os agentes. Não há indícios de que os agentes soubessem que ele estava armado naquele momento, apesar de Reinoehl possuir autorização legal para portar uma arma de fogo.
Protestos e confrontos em Minneapolis
A morte de Reinoehl desencadeou protestos imediatos em Minneapolis, mesmo com baixas temperaturas. Manifestantes entraram em confronto com agentes federais, que utilizaram spray de pimenta, gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral. A Guarda Nacional de Minnesota foi acionada para auxiliar a polícia local.
Este é o segundo caso fatal envolvendo operações de imigração em Minneapolis em menos de um mês. Em 7 de janeiro, Renee Good também foi morta em circunstâncias relacionadas a operações de imigração.