Tensão EUA-Irã Aumenta: Trump Considera Respostas Militares e Econômicas Fortes
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi detalhadamente informado sobre um vasto leque de opções militares e ações secretas para um potencial uso contra o Irã. A informação parte de dois funcionários do Departamento de Defesa dos EUA, que falaram à CBS News sob anonimato, detalhando o cenário de escalada de tensões entre as nações.
As alternativas apresentadas ao presidente incluem não apenas ataques com mísseis de longo alcance, mas também operações cibernéticas e campanhas psicológicas. Essa diversidade de opções sinaliza a seriedade com que a administração americana tem tratado a situação, buscando formas de pressionar o regime iraniano.
Paralelamente às discussões militares, Trump implementou medidas econômicas significativas. Foi anunciada a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos de países que mantêm relações comerciais com o Irã. Essa decisão surge em um momento delicado, com o país asiático enfrentando severas sanções e protestos internos.
Pressão Econômica e Repressão Interna no Irã
As novas tarifas impostas pelos EUA visam aumentar a pressão econômica sobre o Irã, que já sofre com o colapso de sua moeda e uma inflação galopante, elevando os preços de alimentos em até 70%. A dependência iraniana de importações, especialmente de alimentos, pode agravar a crise do custo de vida com as novas restrições comerciais.
Essa estratégia econômica ocorre enquanto o governo iraniano intensifica a repressão a manifestações populares que eclodiram nas últimas semanas. De acordo com a organização Iran Human Rights, mais de 600 manifestantes foram mortos, um número que fontes internas sugerem ser ainda maior. A situação é agravada por um bloqueio de internet que dificulta a verificação de informações.
Irã Responde com Preparo para Guerra e Negociações
Em resposta às ameaças e pressões, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país está “preparado para a guerra”, embora tenha ressaltado a abertura para negociações com os EUA. Essa dualidade de discurso reflete a complexa posição do regime iraniano diante das adversidades internas e externas.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou os EUA de “enganar” e de usar “mercenários traiçoeiros”. Khamenei elogiou manifestações pró-governo, organizadas pelo Estado, e afirmou a força e a consciência da nação iraniana contra seus inimigos. A mídia estatal reportou grandes concentrações em apoio ao governo, em meio a mensagens que alertavam contra a participação em protestos anti-regime.
Discussões na Casa Branca e Apelo de Exilado
Fontes ligadas ao governo americano indicam que a equipe de segurança nacional de Trump se reuniria na Casa Branca para discutir as opções em relação ao Irã. Embora não esteja claro se o próprio presidente participaria, a reunião sinaliza a continuidade das avaliações estratégicas.
Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã e exilado nos EUA, apelou para que Trump interviesse rapidamente para conter a violência contra manifestantes. Pahlavi descreveu o governo iraniano como manipulador e elogiou Trump como um líder decidido, sugerindo que uma decisão presidencial sobre o assunto é iminente.
Opções Militares e o Futuro das Relações
As opções militares em pauta para o Irã, segundo as fontes, podem incluir o uso de poderio aéreo e ações direcionadas para desarticular as estruturas de comando e comunicação iranianas. A Casa Branca, por meio de sua secretária de imprensa, Karoline Leavitt, advertiu que Trump “não tem receio de recorrer a opções militares, se e quando considerar necessário”.
As mensagens entre os governos parecem contrastar, com a Casa Branca afirmando ter recebido contatos privados de membros do governo iraniano buscando negociação, enquanto a posição pública de Teerã permanece desafiadora. A situação de crise no Irã, impulsionada pela economia e pela insatisfação popular, pode ser um fator decisivo nas próximas ações americanas.