Trump reitera que EUA estão destruindo a força militar iraniana e que negociações são prováveis.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou em um discurso em Miami que os EUA estão efetivamente “aniquilando” a capacidade militar do Irã. Ele também voltou a afirmar que o país persa estaria aberto a negociações, em meio a um conflito que já dura semanas.
Segundo o presidente americano, as forças dos EUA têm trabalhado na destruição de estoques de armas e instalações militares iranianas, chegando a afirmar que a Marinha do Irã já foi desmantelada. Trump declarou que os Estados Unidos estão “mais perto do que nunca de um Oriente Médio finalmente livre da agressão terrorista iraniana e da chantagem nuclear”, um dos principais motivos alegados para a intervenção.
Essas declarações ocorrem em um momento de intensa escalada de tensões, com os Estados Unidos e Israel em conflito contra o Irã desde 28 de fevereiro. Ambos os lados têm divulgado informações conflitantes sobre a possibilidade de um cessar-fogo, alimentando a incerteza na região. Conforme informações divulgadas, os Estados Unidos apresentaram ao Irã um plano de 15 pontos para encerrar a guerra, com condições sobre armas e enriquecimento de urânio, o qual o Irã rejeitou.
Críticas à Liderança Iraniana e Expansão de Ameaças
Durante seu pronunciamento, Trump também dirigiu críticas à liderança do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em um ataque conjunto de EUA e Israel no início do conflito. Trump mencionou que a liderança iraniana tem sido instável, com mudanças frequentes, e que a identidade do líder atual é incerta.
O presidente americano enfatizou os sucessos militares dos EUA não apenas no Irã, mas também na Venezuela, e fez uma declaração provocativa ao afirmar que “Cuba é o próximo”, indicando uma possível expansão de suas ações militares.
Apoio Interno e Condições para o Fim do Conflito
Trump também abordou a questão de uma suposta divisão entre seus apoiadores, o movimento “Make American Great Again” (Maga), em relação à guerra contra o Irã. Ele negou essa narrativa, afirmando que o movimento Maga também deseja a vitória na guerra, a proteção dos EUA e o apoio a aliados como Israel, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos.
As informações da imprensa americana indicam que os Estados Unidos propuseram um plano de 15 pontos ao Irã, que inclui o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares, a limitação de mísseis, a desativação de usinas de enriquecimento de urânio, o fim do financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah, e a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz. O Irã, por sua vez, rejeitou a proposta, classificando-a como “excessiva e desconectada da realidade”, e afirmou que Trump não ditará o fim do conflito.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que os Estados Unidos “reconhecem a derrota” ao buscar negociações neste momento, indicando que atualmente existem apenas conversas indiretas.