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Trigo, Soja e Milho em Queda em Chicago: Conflito no Oriente Médio e Dólar Forte Pressionam Commodities

Trigo, Soja e Milho em Queda em Chicago: Conflito no Oriente Médio e Dólar Forte Pressionam Commodities
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Commodities agrícolas registram perdas em Chicago com cenário complexo no Oriente Médio

Os preços futuros do trigo, soja e milho apresentaram recuo nas negociações em Chicago. Diversos fatores, incluindo tensões geopolíticas no Oriente Médio e a valorização do dólar, contribuem para a pressão sobre as cotações destas importantes commodities agrícolas.

A realização de lucros por fundos de investimento e a força da moeda americana frente ao euro também atuam como vetores de baixa, afetando o poder de compra de importadores e pressionando os preços para baixo. O mercado acompanha de perto os desdobramentos de conflitos e suas repercussões globais.

As condições climáticas nas áreas de plantio e a dinâmica da oferta e demanda global de grãos são outros elementos cruciais que moldam o comportamento dos preços. Conforme informações divulgadas pela consultoria Granar e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o cenário é multifacetado.

Trigo sofrem com realização de lucros e expectativas climáticas

Os contratos futuros do trigo com vencimento para maio registraram uma queda expressiva de 1,64%, negociados a US$ 5,980 por bushel. Segundo a consultoria Granar, este movimento é impulsionado pela realização de lucros por fundos de investimento e pela valorização do dólar frente ao euro, que encarece o grão para compradores internacionais.

Adicionalmente, previsões de chuvas mais constantes em importantes áreas de plantio nos Estados Unidos também contribuem para o recuo. O USDA manteve inalteradas as projeções de áreas destinadas a variedades de primavera e inverno, que enfrentaram períodos de seca em 2025, indicando uma recuperação potencial na produção.

Soja pressionada pelo volume brasileiro e baixa demanda chinesa

O contrato futuro da soja com vencimento para maio encerrou o pregão em baixa de 0,51%, cotado a US$ 11,625 o bushel. A consultoria Granar aponta que o grande volume de soja brasileira disponível no mercado e a baixa probabilidade de grandes compras chinesas da safra americana para 2025/2026 limitam a recuperação dos preços da commodity.

A incerteza sobre a demanda chinesa, um dos principais compradores globais, adiciona um elemento de cautela para os produtores americanos. O cenário de oferta robusta globalmente também contribui para a manutenção dos preços em patamares mais baixos.

Milho em queda com realização de lucros e aumento de vendas de agricultores

O futuro do milho para maio também seguiu a tendência de queda, registrando um recuo de 0,79% e sendo negociado a US$ 4,660 por bushel. A desvalorização é atribuída, em grande parte, à realização de lucros por investidores após ganhos recentes nas sessões anteriores.

No entanto, o aumento das vendas por parte de agricultores americanos, que aproveitam os preços mais elevados impulsionados pela guerra no Oriente Médio, ajudou a sustentar as cotações do grão ao longo da semana. A dinâmica entre oferta e demanda, influenciada por eventos geopolíticos, continua sendo um fator chave.

Conflito no Oriente Médio gera incertezas e afeta rotas de grãos

As tensões no Oriente Médio continuam a ser um fator de instabilidade para os mercados globais de commodities. Um recente ataque na região do Mar Negro danificou dois navios cargueiros que transportavam grãos ucranianos, elevando o nível de incerteza sobre a segurança das rotas marítimas.

A continuidade das hostilidades na região gera apreensão e pode impactar o fluxo de exportação de grãos, adicionando uma camada de risco às cotações e à previsibilidade do mercado. Investidores e analistas monitoram atentamente os desdobramentos diplomáticos e militares.

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