Thayane Smith afirma que foi ao Pico Paraná com segundas intenções, que levou um pacote de oito camisinhas e detalha o que ocorreu antes do caso virar investigação
Thayane Smith diz que a subida ao Pico Paraná era mais que uma aventura, era também uma expectativa romântica com Roberto Farias Thomaz, o Betinho. Ela admitiu ter levado preservativos e contou como o clima entre os dois mudou durante a trilha.
A relato foi feito em vídeo que circula nas redes sociais, em que Thayane descreve a trilha, a noite na barraca e o desencontro que culminou no desaparecimento de Betinho por cinco dias. O caso teve desdobramentos judiciais depois da investigação do Ministério Público do Paraná.
conforme informação divulgada pelo g1.
A confissão sobre as ‘segundas intenções’ e as primeiras impressões
Thayane não escondeu sua intenção inicial, ela falou, “Eu não vou mentir, não. Eu fui lá pra cima com o intuito de relaxar meu corpo, ficar feliz e dormir depois”. Para reforçar a transparência do relato, afirmou, “Não foi à toa que eu levei um pacote de oito camisinhas.”
Logo no começo da trilha, no entanto, a atração se transformou em frustração. Segundo Thayane, o comportamento de Roberto a deixou irritada, e aquilo que poderia ser um clima romântico foi apagado por atitude e falta de liderança.
O clima, a barraca e os limites que foram respeitados
Thayane relatou que Roberto tentava aliviar o cansaço com brincadeiras, inclusive cantando, “Hakuna Matata”, o que a deixou ainda mais cansada e incomodada. Ela disse ter sentido falta de alguém com postura de liderança para cuidar da situação.
Por causa da chuva, as roupas de Thayane molharam e ela precisou dormir nua, enrolada em um casaco, ao lado de Roberto. Mesmo assim, garantiu que impôs limites, afirmando que “Em nenhum momento ele veio com safadeza ou tentou algo forçado. Ele foi respeitoso”, e que, naquele ponto, “Mesmo se eu quisesse, não ia rolar nada”.
Thayane também ironizou boatos sobre preservativos, dizendo, “Quem subiu com a camisinha no bolso e desceu com a camisinha no bolso fui eu, gente”, admitindo que os planos românticos não se concretizaram.
Do encontro frustrado ao inquérito por omissão de socorro
A descida foi marcada por mal-estar de Roberto, que chegou a vomitar durante a trilha. Thayane seguiu o caminho à frente, e Roberto desapareceu por cinco dias, o que levou à investigação do Ministério Público do Paraná, MP-PR.
O MP-PR entendeu que houve omissão de socorro, por entender que Thayane teria seguido ciente da debilidade física do parceiro e sem acionar o resgate adequadamente. Ela foi denunciada com base no artigo 135 do Código Penal, e pode responder por serviços comunitários e indenizações.
Desdobramentos e repercussão pública
O relato de Thayane Smith se espalhou nas redes sociais e provocou debates sobre responsabilidade em atividades de risco, comportamento em trilhas e a linha entre intenções pessoais e dever de socorro.
Enquanto a investigação judicial segue seu curso, o caso mantém atenção pública por misturar relatos íntimos, afirmações diretas sobre comportamento e consequências legais, com menções a momentos como a cantoria, “Hakuna Matata”, e a frase de frustração, “Tenho pena da sua mulher”, usada por Thayane durante a trilha.