sábado, 7 de novembro de 2026 | Manaus, AM
Ao Vivo
Homem é Preso em Manaus Após Perseguir, Agressões e Ameaças de Morte com Simulacro Contra Ex-Companheira Trump oferece cargo de porta-voz da Casa Branca a Dana White, presidente do UFC, e sugere lista de lutadores de MMA para sua equipe Rua 10 de Julho Interditada em Manaus Neste Domingo: Obras de Drenagem no Centro Afetam Trânsito e Exigem Desvios Urgentes Epilepsia: Paciente é resgatada após 48h de convulsões em comunidade ribeirinha do AM com transporte aéreo veloz Malária no AM: Casos caem 29% e atingem menor nível desde 2016 com novo remédio e vigilância Fumaça de Queimadas no Amazonas: Itacoatiara e Parintins registram qualidade do ar PÉSSIMA e Defesa Civil recomenda máscaras Homem que Manteve Filho Refém em Manaus é Encontrado Morto na Prisão; Relembre o Caso Chocante Enem Manaus: Prefeitura Garante Ônibus Grátis para Candidatos em Prova, Veja Como Conseguir o Benefício Homem é Preso em Manaus Após Perseguir, Agressões e Ameaças de Morte com Simulacro Contra Ex-Companheira Trump oferece cargo de porta-voz da Casa Branca a Dana White, presidente do UFC, e sugere lista de lutadores de MMA para sua equipe Rua 10 de Julho Interditada em Manaus Neste Domingo: Obras de Drenagem no Centro Afetam Trânsito e Exigem Desvios Urgentes Epilepsia: Paciente é resgatada após 48h de convulsões em comunidade ribeirinha do AM com transporte aéreo veloz Malária no AM: Casos caem 29% e atingem menor nível desde 2016 com novo remédio e vigilância Fumaça de Queimadas no Amazonas: Itacoatiara e Parintins registram qualidade do ar PÉSSIMA e Defesa Civil recomenda máscaras Homem que Manteve Filho Refém em Manaus é Encontrado Morto na Prisão; Relembre o Caso Chocante Enem Manaus: Prefeitura Garante Ônibus Grátis para Candidatos em Prova, Veja Como Conseguir o Benefício
Mundo

Surto de Ebola na RDC: Especialistas Suspeitam que Doença Circulava Meses Antes do Anúncio Oficial

Surto de Ebola na RDC: Especialistas Suspeitam que Doença Circulava Meses Antes do Anúncio Oficial

Ebola na República Democrática do Congo: Sinais de Alerta Ignorados Meses Antes da Declaração Oficial

A República Democrática do Congo (RDC) declarou oficialmente um surto de ebola em 15 de maio, causado pela variante bundibugyo. No entanto, evidências sugerem que os primeiros casos da doença podem ter surgido já em fevereiro, indicando um atraso significativo na detecção e resposta.

Especialistas e organizações de saúde levantam questionamentos sobre a demora na identificação do surto, o que pode ter contribuído para sua disseminação inicial. A cronologia dos eventos aponta para um cenário onde o vírus já circulava de forma silenciosa antes de ser oficialmente reconhecido.

Este atraso levanta preocupações sobre a capacidade de resposta a futuras crises de saúde na região e a importância de sistemas de vigilância mais eficientes. As informações foram compiladas a partir de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), conforme divulgado por fontes como a DW.

Primeiro Caso Identificado e Resposta Lenta

O primeiro caso conhecido, identificado retrospectivamente, foi o de um profissional de saúde em Mongbwalu, na província de Ituri, que apresentou sintomas por volta de 24 ou 25 de abril. Este paciente faleceu em um centro médico em Bunia, capital de Ituri, província que concentrou 80% dos casos registrados até o momento.

A OMS só foi notificada sobre uma “doença desconhecida com alta mortalidade” em Mongbwalu em 5 de maio. Dez dias depois, em 15 de maio, o governo congolês confirmou o surto de ebola. O Africa CDC expressou preocupação com a lentidão da resposta, observando um lapso de cerca de três semanas entre os primeiros sintomas e a confirmação laboratorial.

O Africa CDC concluiu que esse atraso “evidencia um nível criticamente baixo de suspeita clínica inicial entre os profissionais de saúde locais, o que facilitou uma disseminação geográfica mais ampla antes do início dos esforços de contenção”.

Medo Generalizado e Mortes Suspeitas em Março

Relatos locais indicam que o medo já se espalhava entre os moradores de Mongbwalu desde 30 de março, devido a uma série de mortes com sintomas compatíveis com o ebola, como febre alta, dor no peito, exaustão severa, tosse persistente, sangramento nasal, vômitos e perda de consciência.

Publicidade 728 × 250 Anuncie Aqui — Banner Meio de Conteúdo

Um relatório da Cruz Vermelha da RDC sugere que o gatilho para o aumento de infecções pode ter sido o funeral de um morador de Mongbwalu, que levou diversas pessoas a contato direto com o corpo e um caixão possivelmente contaminado, resultando em um aumento de mortes em Mongbwalu e Bunia.

Investigações Sugerem Início do Surto em Fevereiro

Embora não seja possível confirmar categoricamente que essas mortes anteriores estavam ligadas ao vírus bundibugyo, elas indicam a circulação de um fenômeno sanitário incomum mais de seis semanas antes da declaração oficial do surto.

Investigações posteriores, como um estudo publicado em 11 de junho no periódico Morbidity and Mortality Weekly Report pela equipe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), sustentam a hipótese de que o ebola já circulava antes. Os pesquisadores consideram “plausível” uma transmissão inicial de animal para humano entre meados e o fim de fevereiro.

Em agosto, Mohamed Janabi, diretor regional da OMS para a África, afirmou que análises de sequenciamento genético indicam que o surto provavelmente começou “já em fevereiro”. Ele também apontou que várias infecções iniciais foram equivocadamente atribuídas a doenças mais comuns na região, como malária e tifo, e lamentou a “grande lacuna na notificação de casos”, declarando que em três meses, apenas um terço dos pacientes teve acesso à informação.

O Papel do Monitoramento Animal na Prevenção

Jules Villa, pesquisador do Instituto Pasteur em Paris, destaca a importância do monitoramento de animais em comunidades, citando exemplos de epidemias anteriores de ebola no nordeste do Congo. Relatos locais de mortalidade animal incomumente alta precederam o surgimento de surtos em humanos.

Em 2017, por exemplo, criadores relataram o que chamavam de “ebola suíno”, uma elevada mortalidade entre porcos posteriormente atribuída à peste suína. Villa sugere que o acompanhamento de animais de criação pode fornecer sinais de alerta precoces, antes mesmo da confirmação laboratorial de um surto em humanos, o que poderia ter ajudado a antecipar a resposta ao atual surto de ebola.

Compartilhe: Facebook Twitter/X
Publicidade 728 × 90 Anuncie Aqui
Publicidade 970 × 160 Anuncie Aqui — Billboard Pré-Rodapé