Manaus (AM) – O verniz de poder de Roberto Cidade (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), começa a rachar. A Justiça Eleitoral determinou o cumprimento de sentença contra ele e contra o ex-candidato a vice-prefeito de Manaus, Alfredo Menezes (PL), após condenação por irregularidades nas eleições de 2024. O resultado? Ambos agora estão na mira de bloqueio de contas, penhora de veículos e até inclusão em cadastros de inadimplentes.
A decisão, da 2ª Zona Eleitoral de Manaus, já transitou em julgado, ou seja, não há mais como reverter a condenação. Restou ao deputado e ao seu parceiro de campanha apenas a obrigação de pagar – ou sofrer as consequências da inadimplência. O juiz eleitoral Antônio Itamar de Sousa Gonzaga foi claro: em caso de não pagamento, autoriza-se desde já a restrição de veículos e sua penhora. Em bom português: se Roberto Cidade não pagar, pode até ficar a pé.
Multas eleitorais escondidas
Cidade, que se vendia como “alternativa política” na disputa pela Prefeitura de Manaus, foi condenado por irregularidades eleitorais. O valor da multa, no entanto, misteriosamente não foi divulgado. Já Menezes, seu aliado de chapa, recebeu sanção semelhante. Ambos terão 15 dias para quitar voluntariamente os débitos, sob pena de acréscimo de 10% de multa e outros 10% de honorários advocatícios.
O aliado incômodo de Wilson Lima
Roberto Cidade, braço direito do governador Wilson Lima na ALEAM, vê sua imagem de articulador político ser arrastada para o lamaçal das condenações eleitorais. Para quem preside a Assembleia Legislativa, cair em listas de inadimplentes como o Serasa é um atestado público de descrédito.
No fim das contas, a Justiça deu um recado duro: nem todo “homem forte” da política amazonense está acima da lei. E Roberto Cidade, ao que tudo indica, terá que aprender isso do jeito mais doloroso, com o bolso, os bens e a reputação na linha de tiro.