Polícia Interrompe Rinha de Galos em Manaus e Prende Mais de 20 Pessoas

Uma operação policial resultou na prisão de mais de 20 suspeitos em uma rinha de galos, localizada no Ramal 14, bairro Puraquequara, Zona Leste de Manaus. A ação, que ocorreu na tarde de sábado (31), foi desencadeada após o recebimento de uma denúncia anônima através do serviço Linha Direta. A polícia ambiental agiu rapidamente para coibir a prática cruel.

No local, as autoridades se depararam com um cenário chocante de maus-tratos. Foram encontrados 41 galos e dois quelônios em condições precárias, evidenciando o sofrimento a que eram submetidos. A descoberta reforça a importância das denúncias para combater crimes contra animais em Manaus.

Além dos animais, a polícia apreendeu diversos materiais que comprovam a ilegalidade do evento. Esporas artificiais, lâminas, gaiolas, instrumentos de contenção, medicamentos e substâncias destinadas a aumentar a agressividade das aves foram recolhidos. A presença de dinheiro em espécie também levantou suspeitas de que a rinha operava com fins lucrativos, configurando exploração de jogos de azar.

Detalhes da Operação e Suspeitos Detidos

Cerca de 22 pessoas foram identificadas como envolvidas na rinha de galos. Diante do número expressivo de suspeitos, foi necessário o acionamento de equipes de apoio, incluindo a Força Tática e a 28ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). O objetivo era garantir a segurança e a condução adequada dos detidos e dos animais resgatados.

Os suspeitos foram encaminhados ao 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para os procedimentos legais cabíveis. A polícia informou que os envolvidos podem responder por diversos crimes, incluindo maus-tratos contra animais, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). A exploração de jogos de azar também é prevista na Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei nº 3.688/1941).

Consequências Legais e Destino dos Animais

Caso seja comprovada a formação de uma associação criminosa, os envolvidos também poderão ser indiciados com base no artigo 288 do Código Penal. A legislação brasileira é rigorosa quanto à proteção animal e à proibição de jogos de azar ilegais.

Os 41 galos e os dois quelônios resgatados foram encaminhados para avaliação e cuidados em um órgão ambiental competente. A intenção é garantir que recebam o tratamento necessário e, se possível, sejam reintegrados à natureza ou acolhidos em locais adequados. Os materiais apreendidos ficarão à disposição da Justiça para comprovar a prática criminosa.