Policial Militar morta Gisele Santana: Tenente-coronel Geraldo exigia fotos da roupa da esposa em “manual de submissão”
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado pela morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, exigia que ela enviasse fotos de suas roupas quando estava fora de casa. Essa era uma das regras de um “manual de submissão” que o oficial tentava impor à Gisele, conforme apontou o relatório final da Polícia Civil de São Paulo.
As mensagens trocadas entre o casal revelam um padrão de controle e submissão. Em uma das ocasiões, dois dias antes do crime, Geraldo questionou a esposa sobre sua vestimenta e ordenou: “Tira selfie do corpo inteiro e me manda”.
A investigação também indicou que Geraldo possuía as senhas e acesso direto às redes sociais de Gisele, utilizando o celular dela para monitorar suas interações. Segundo o oficial, fotos de mulheres sozinhas serviam como “senha autorizando outros machos a chegarem juntos”, enquanto fotos do casal teriam a função de desestimular outros homens.
Gisele tentava encerrar o relacionamento antes do crime
Em diálogos datados de 13 de fevereiro, Gisele expressou claramente o desejo de terminar o casamento, afirmando estar “praticamente solteira”. A resposta de Geraldo foi enfática: “Jamais! Nunca será!”. O relatório da Polícia Civil corrobora que Gisele manifestava o desejo de encerrar a relação.
Prisão do Tenente-Coronel
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em 18 de fevereiro, após a Polícia Civil solicitar à Justiça paulista um mandado de prisão preventiva. A Justiça Militar concedeu a ordem, que foi cumprida pela Corregedoria da Polícia Militar com o apoio do 8º DP (Belenzinho).