Plano dos EUA para Venezuela em 3 Fases: Estabilização, Recuperação Econômica e Transição de Poder.

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, revelou que o governo americano possui um plano estratégico para a Venezuela dividido em três etapas distintas. O objetivo principal é promover uma transição de poder, afastando o chavismo do comando do país.

Segundo Rubio, o plano visa primeiramente a estabilização da Venezuela, seguida por um processo de recuperação econômica. A última fase, e crucial, envolve a efetiva transição de poder para fora das mãos do chavismo.

As declarações surgem em um momento de alta tensão, após a captura de Nicolás Maduro e a subsequente assunção de sua vice, Delcy Rodríguez, ao poder. A estratégia americana, detalhada por Rubio, busca impactar a economia venezuelana através de sanções e medidas financeiras.

Estabilização e “Quarentena” Financeira

A primeira fase do plano americano consiste em estabilizar a Venezuela. Conforme explicado por Marco Rubio, parte dessa estabilização envolve uma **”quarentena” no mercado internacional** para o país. A apreensão de petroleiros venezuelanos é uma ação concreta dentro dessa estratégia.

Rubio informou que os EUA pretendem apreender entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano que estão retidos. Esse petróleo será vendido no mercado internacional às taxas vigentes, diferente dos preços com desconto que a Venezuela costumava obter. Essa medida visa cortar o fluxo de receita do governo chavista.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira a apreensão de dois petroleiros ligados à Venezuela, o Marinera e o Sophia. Essa ação pode intensificar as tensões com a Rússia, que repudiou a apreensão, alegando violação do direito marítimo e falta de jurisdição para o uso da força por parte dos EUA. A Casa Branca, por outro lado, afirmou que a apreensão respeita o direito internacional, acusando os navios de navegarem sob bandeira falsa.

Recuperação Econômica e Acesso ao Mercado

A segunda fase do plano, denominada “recuperação”, tem como foco garantir que empresas americanas e de outros países tenham **acesso justo ao mercado venezuelano**. O objetivo é reestruturar as relações comerciais e econômicas do país.

Paralelamente, esta etapa prevê o início de um processo de **reconciliação nacional na Venezuela**. Isso inclui a anistia e a libertação de opositores políticos presos, além de facilitar o retorno de exilados para contribuir na reconstrução da sociedade civil.

A vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente a presidência após a captura de Maduro, tem sido a figura central na gestão do país. Ela é uma defensora ferrenha do chavismo e sua ascensão ao poder foi ordenada pela Suprema Corte venezuelana, controlada por aliados de Maduro.

Transição de Poder como Meta Final

A terceira e última fase do plano americano é a **transição de poder**. Embora Rubio não tenha detalhado como essa transição será executada, nem mencionado a realização de eleições, a meta é clara: remover o chavismo do comando do país.

O Secretário de Estado evitou fornecer detalhes sensíveis ou em discussão, e não comentou sobre a possibilidade de novas operações militares americanas em território venezuelano ou a nomeação de um interventor. A estratégia, no entanto, demonstra um compromisso firme dos EUA em influenciar o futuro político e econômico da Venezuela.

A situação na Venezuela permanece complexa, com a liderança interina de Delcy Rodríguez enfrentando pressões internas e externas. O plano americano busca, através de medidas econômicas e diplomáticas, catalisar uma mudança governamental duradoura no país sul-americano.