Pentágono cogita reduzir participação dos EUA na OTAN, aponta jornal
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos estaria planejando uma significativa redução na participação do país em diversas estruturas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A informação foi divulgada pelo jornal ‘The Washington Post’ nesta terça-feira (20), indicando um possível movimento de distanciamento da aliança militar sob a gestão do presidente Donald Trump.
Segundo a publicação, o Pentágono visa retirar os EUA de grupos consultivos da OTAN, um passo interpretado como um sinal de Trump para diminuir a presença militar norte-americana na Europa. Essa estratégia pode afetar pelo menos 30 estruturas da organização, incluindo importantes Centros de Excelência focados no treinamento de forças aliadas em diversas especialidades de guerra.
Ainda que a saída não seja imediata, a intenção é não renovar contratos à medida que estes expirarem, o que pode prolongar o processo por anos. Grupos especializados em operações especiais e inteligência também estariam na mira dessa redução. A decisão surge em meio a tensões entre os EUA e aliados europeus, embora fontes indiquem que as medidas do Pentágono não estariam diretamente ligadas às recentes declarações de Trump sobre a Groenlândia ou à sua ausência em reuniões internacionais.
Redução de envolvimento em centros de treinamento e grupos estratégicos
O plano do Departamento de Guerra dos EUA envolve a desvinculação de pelo menos 30 estruturas da OTAN. Dentre elas, destacam-se os chamados Centros de Excelência, que desempenham um papel crucial no aprimoramento das capacidades militares dos países membros através de treinamentos especializados em diferentes cenários de conflito. Essa medida sinaliza uma mudança na forma como os Estados Unidos interagem com a aliança.
Impacto em operações especiais e inteligência
Além dos centros de treinamento, a reavaliação da participação dos EUA na OTAN também deve atingir grupos dedicados a operações especiais e de inteligência. A não renovação de contratos nesses setores pode reconfigurar o intercâmbio de informações e a cooperação em áreas sensíveis, com potenciais reflexos na capacidade de resposta conjunta da aliança em situações de crise.
Distanciamento gradual e não imediato
Fontes do governo americano, citadas pelo ‘The Washington Post’, esclareceram que a estratégia não prevê uma retirada abrupta das estruturas da OTAN. Em vez disso, o processo se dará de forma gradual, com a não renovação de contratos à medida que estes forem vencendo. Essa abordagem indica que a plena concretização das mudanças pode levar vários anos, permitindo uma transição controlada.
Contexto político e declarações de Trump
A divulgação desses planos ocorre em um momento de atrito entre os Estados Unidos e seus parceiros europeus, acentuado pelas recentes declarações do presidente Donald Trump. Trump chegou a afirmar que fez mais pela OTAN “do que qualquer outra pessoa viva ou morta”. Paralelamente, a questão da aquisição da Groenlândia e a recusa do presidente em participar de uma reunião do G7 para discutir o assunto adicionam camadas de complexidade ao cenário diplomático atual.