Países do Golfo em Corrida Contra o Tempo para Evitar Conflito EUA-Irã

Em uma tensa escalada de eventos, países do Golfo Pérsico, incluindo Arábia Saudita, Catar e Omã, estão intensificando esforços diplomáticos para evitar um confronto militar direto entre os Estados Unidos e o Irã. A intervenção ocorre em um momento crítico, com a iminência de um bombardeio americano contra o território iraniano, conforme revelado pela agência France Presse (AFP).

O temor de “graves repercussões” na instável região do Oriente Médio impulsionou uma articulação conjunta para convencer o presidente americano, Donald Trump, a reconsiderar a decisão de atacar. Fontes de alto escalão sauditas indicam que o trio do Golfo conduziu um “longo e frenético esforço diplomático de última hora”.

A meta é oferecer ao regime de Khamenei uma oportunidade de demonstrar boas intenções, buscando uma desescalada antes que medidas drásticas sejam tomadas. A comunicação entre as partes segue ativa na tentativa de consolidar a confiança e o bom momento diplomático conquistado, segundo a AFP.

Trump Cederia a Pressões Diplomáticas, Mas Ameaça Persiste

Apesar da pressão diplomática exercida por aliados de Trump na região, sinais indicavam que um ataque americano ao Irã não estava totalmente descartado. Forças dos Estados Unidos se preparavam para uma possível ofensiva, enquanto o Irã prometia retaliar, mirando bases americanas no Oriente Médio em caso de agressão.

Como medida de precaução, a base aérea americana de Al Udeid, no Catar, chegou a reduzir seu nível de alerta para um possível bombardeio iraniano. Funcionários haviam sido instruídos a deixar a base na noite anterior, evidenciando a gravidade da situação.

Protestos no Irã e Ameaças de Trump Intensificam Crise

A tensão entre EUA e Irã se agravou com os protestos populares que eclodiram no Irã no final de 2025 contra o regime de Khamenei. Donald Trump chegou a afirmar que atacaria o Irã caso forças de segurança iranianas matassem manifestantes. Relatos de ONGs indicam que mais de 3.400 pessoas morreram nas ruas, com denúncias de massacres e execuções extrajudiciais.

Em uma reviravolta, Trump declarou ter sido informado que “a matança parou” no Irã, um sinal que poderia indicar uma diminuição da pressão para um ataque. No entanto, a possibilidade de intervenção militar americana ainda pairava no ar, com a imprensa americana considerando a operação mais provável do que improvável.

Retirada de Pessoal e Fechamento de Espaço Aéreo Sinalizam Alerta Máximo

Em meio à crescente tensão, os Estados Unidos iniciaram a retirada de parte de seus funcionários de bases militares estratégicas no Oriente Médio. A Reuters reportou que a medida era uma precaução, com funcionários europeus indicando a possibilidade de uma operação militar americana ocorrer em até 24 horas.

O Irã, por sua vez, buscou apoio de países regionais para impedir um ataque, contatando aliados para auxiliar nas negociações. Rivais do Irã no Oriente Médio também pressionaram a Casa Branca, temendo o impacto de um bombardeio nos preços do petróleo e na instabilidade regional. Oficialmente, o Irã reiterou que retaliará qualquer ataque, prometendo atingir bases americanas e israelenses na região.