Polícia do Amazonas prende mais dois envolvidos em fraude de meia-passagem, elevando o número de detidos na Operação Meia Verdade.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) anunciou a prisão de mais dois indivíduos suspeitos de integrar um grupo criminoso responsável pela fraude de cartões de meia-passagem na capital amazonense. As detenções ocorrem no âmbito da Operação Meia Verdade, que desarticulou um esquema complexo de cadastros falsos no sistema de transporte público.
O objetivo do grupo era liberar o benefício da meia-passagem de forma irregular, utilizando documentos e informações falsas. A investigação aponta que a organização criminosa criava empresas fictícias e instituições de ensino inexistentes para inserir dados de pessoas que não teriam direito ao benefício, causando um grande prejuízo financeiro.
Conforme informações divulgadas pela polícia, o prejuízo financeiro estimado para o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) chega a aproximadamente R$ 4 milhões por ano. A operação segue em andamento para identificar todos os envolvidos no esquema.
Detalhes da Operação Meia Verdade
A Operação Meia Verdade teve sua primeira fase em 15 de janeiro, resultando na prisão de quatro suspeitos. Poucos dias depois, em 19 de janeiro, um casal apontado como os mentores do esquema também foi detido pelas autoridades. As prisões mais recentes reforçam a atuação da polícia contra fraudes no sistema de transporte.
Como Funcionava a Fraude
As investigações revelaram que o golpe iniciava com o cadastro de supostos estudantes no sistema de transporte público. Em muitos casos, as inscrições estavam associadas a escolas que não existiam, muitas delas divulgando a venda do benefício fraudulento nas redes sociais. Essa prática enganava tanto o sistema quanto os usuários que pagavam pelo benefício irregular.
Impacto Financeiro e Social da Fraude
O delegado Charles Araújo, em declarações durante a primeira fase da operação, explicou que a fraude foi detectada em dezembro de 2025, quando o Sinetram notou um volume atípico de inscrições vinculadas a escolas, muitas das quais eram fictícias. O gerente de operações do Sinetram, Tarcísio Marques, ressaltou que o impacto pode ser ainda maior, chegando a cerca de R$ 6 milhões no pagamento de subsídios, que acabam sendo arcados pela população em geral.
Penalidades para os Envolvidos
Os indivíduos detidos na Operação Meia Verdade e nas fases subsequentes responderão por crimes como associação criminosa, estelionato e inserção de dados falsos em sistemas de informação. A polícia continua os trabalhos para identificar e prender todos os participantes deste esquema que lesou o sistema de transporte público e a sociedade.