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Amazonas

Menina Indígena Yandra Mawé Encanta o Brasil Comendo Tanajura e Mostrando Vida Sateré-Mawé e Ticuna nas Redes Sociais

Menina Indígena Yandra Mawé Encanta o Brasil Comendo Tanajura e Mostrando Vida Sateré-Mawé e Ticuna nas Redes Sociais

Yandra Mawé, a estrela indígena de 6 anos que conquistou o Brasil com sua autenticidade e alegria, mostrando a rica cultura Sateré-Mawé e Ticuna.

A rotina de uma família indígena às margens do rio Ariaú, em Iranduba (AM), tem cativado o Brasil. Yandra Mawé, uma menina de 6 anos, se tornou um fenômeno nas redes sociais ao compartilhar seu dia a dia, crescendo entre as culturas Sateré-Mawé e Ticuna.

Seus vídeos, que mostram desde o preparo de alimentos tradicionais, como a tanajura, até os costumes e grafismos de seu povo, ultrapassaram fronteiras e despertaram o interesse de milhares de pessoas sobre a vida indígena. A repercussão tem trazido benefícios concretos para sua comunidade.

A iniciativa, que começou como um registro familiar, hoje se tornou uma plataforma de fortalecimento cultural e educação, conforme informações divulgadas pelo g1. A mãe de Yandra, Kian Sateré-Mawé, gerencia o perfil e busca valorizar a identidade e os saberes de seu povo.

A força da cultura Sateré-Mawé e Ticuna nas redes sociais

Yandra Mawé, com seus 6 anos, tem se destacado por sua desenvoltura ao compartilhar sua vivência. Ela cresce em uma comunidade que une as tradições Sateré-Mawé e Ticuna, aprendendo os ensinamentos, as línguas e os costumes de ambas as etnias. A mãe, Kian, explica que essa **identidade híbrida é parte fundamental da formação da menina**, que tem o pai Ticuna e a mãe Sateré-Mawé.

O perfil de Yandra no Instagram, criado em outubro de 2019, dia de seu nascimento, inicialmente era um álbum virtual para guardar memórias. Kian Sateré-Mawé conta que a falta de espaço no celular motivou a criação da conta, mas o que era um registro pessoal logo se transformou em uma janela para o mundo.

“Criei o Instagram no dia 10 de outubro de 2019, quando a Yandra nasceu. O objetivo inicial era guardar memórias”, disse Kian ao g1. A **alegria e o carisma da menina** ao apresentar sua cultura, como o consumo da tanajura, um inseto comum na região e fonte de alimento, chamaram a atenção do público.

Impacto social e educacional: da escola à Marcha das Mulheres Indígenas

A visibilidade alcançada por Yandra e sua família trouxe um impacto significativo para a comunidade. Um dos exemplos mais marcantes foi a mobilização para a reforma da escola local. Yandra, em um de seus vídeos, expôs a precária situação da unidade escolar, que estava há mais de oito anos sem estrutura adequada.

“Compartilhei a situação da escola da minha comunidade, que estava há mais de oito anos sem estrutura física adequada. Após a repercussão, foi anunciada a construção de uma unidade escolar”, afirmou Yandra. Essa atitude demonstra a **importância da voz das crianças e da tecnologia** para promover mudanças.

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Além do apoio à educação, Yandra participou de eventos de grande relevância, como a Marcha das Mulheres Indígenas e agendas no plenário da Câmara dos Deputados. Sua presença nesses espaços, acompanhada de lideranças indígenas e representantes do governo, simboliza a **representatividade e o fortalecimento da presença indígena** em esferas de decisão.

A rotina guiada pela natureza e a valorização dos saberes ancestrais

A rotina de Yandra e sua família não segue um cronograma urbano rígido. Ela é moldada pelo território, pelos ciclos da natureza e pelas orientações dos mais velhos. O rio e a floresta são elementos centrais que guiam as atividades diárias, conectando a comunidade com seus ancestrais e com o ambiente.

Kian Sateré-Mawé, além de mãe e gestora do perfil, é grafista indígena e utiliza o jenipapo para criar pinturas corporais tradicionais. Esses grafismos carregam significados profundos, ligados à identidade, ancestralidade e comunicação cultural de seu povo.

Atualmente, Kian cursa licenciatura indígena na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com o objetivo de fortalecer a educação dentro das próprias comunidades. Ela acredita em uma formação alinhada à realidade e aos saberes dos povos originários, garantindo que Yandra cresça imersa em sua cultura.

Preservando a infância e construindo um futuro com representatividade

Apesar da fama e da participação em eventos importantes, Kian faz questão de **preservar a infância de Yandra**. Ela controla rigorosamente o conteúdo publicado e limita o acesso da filha às redes sociais. O objetivo é garantir que a exposição ocorra de forma responsável e que a menina possa desfrutar de seus sonhos infantis.

Yandra, como qualquer criança, tem seus sonhos: ser cantora, bailarina, médica e, agora, presidente para poder ajudar as pessoas e construir casas. Um desejo específico é ter uma casa mais estruturada, com um banheiro, algo que a encantou ao conhecer outros lugares.

“Eu fico muito alegre, porque eles chegam em muitas pessoas. Quando eu mosto minha vivência para as pessoas, eu fico muito feliz, porque elas aprendem a minha cultura também”, afirmou a pequena Yandra ao g1. Essa frase resume o propósito que move a família: **fortalecer a identidade indígena, ampliar o respeito e contribuir para a comunidade** através da visibilidade conquistada.

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