Lontra Rara de Leucismo no Pantanal Brilha em Concurso Internacional de Fotografia Wildlife Photographer of the Year
Uma imagem espetacular de uma lontra com coloração clara, um fenômeno genético raro, está entre as finalistas do prestigiado prêmio internacional de fotografia de natureza, o Wildlife Photographer of the Year. A fotografia, que captura o mamífero carnívoro em seu habitat natural no Pantanal, concorre ao Nuveen People’s Choice Award 2026, evidenciando a rica biodiversidade brasileira e a importância da conservação.
A foto foi tirada em agosto de 2025, às margens do Rio Aquidauana, em Mato Grosso do Sul, pela fotógrafa Daniela Anger. O animal, uma lontra com leucismo, uma condição que causa a redução parcial da pigmentação, chamou a atenção de Anger por sua aparência distinta, diferente das lontras com pelagem escura usualmente vistas. A imagem concorre agora com outras 23 fotografias selecionadas entre mais de 60 mil inscrições de 113 países.
Este registro raro não só enriquece a coleção do concurso, mas também serve como um importante alerta sobre a necessidade de preservação do ecossistema pantaneiro. A votação popular para o Nuveen People’s Choice Award está aberta até 18 de março de 2026, permitindo que o público escolha sua imagem favorita e, indiretamente, apoie a causa da conservação da vida selvagem. Conforme informação divulgada pelo g1, a imagem foi feita pela fotógrafa Daniela Anger.
O Fenômeno Raro do Leucismo em Lontras
A lontra fotografada exibe leucismo, uma condição genética que resulta em uma coloração mais clara da pelagem, sem afetar a cor dos olhos. É crucial diferenciar o leucismo do albinismo, que implica na ausência total de pigmentação. A raridade de avistar animais com leucismo em estado selvagem confere um valor científico e ambiental excepcional à fotografia de Daniela Anger, despertando curiosidade sobre a espécie.
Lontras e Ariranhas: Uma Distinção Necessária no Pantanal
A imagem da lontra rara também tem contribuído para esclarecer a diferença entre lontras e ariranhas, animais frequentemente confundidos, apesar de pertencerem ao mesmo grupo taxonômico, os mustelídeos. A ariranha, conhecida cientificamente como *Pteronura brasiliensis*, é uma espécie de lontra, mas distinta da lontra-neotropical (*Lontra longicaudis*), que também ocorre no Pantanal.
Conhecendo a Ariranha, Gigante Carnívoro do Pantanal
A ariranha é o maior mustelídeo do mundo, podendo atingir mais de 1,80 metro de comprimento e pesar cerca de 30 kg. Suas manchas claras no pescoço, únicas para cada indivíduo, são um marcador importante para pesquisadores. Diferente das lontras, que tendem a ser solitárias, as ariranhas são animais sociais, vivendo em grupos familiares, caçando em conjunto e defendendo seu território coletivamente. A gestação dura entre 60 a 70 dias, com ninhadas de 1 a 4 filhotes, geralmente nascidos no início da estação seca, quando a oferta de peixes, sua principal dieta, é mais concentrada.
Indicadoras Ambientais e Ameaçadas no Pantanal
As ariranhas são predadores de topo em seus ecossistemas aquáticos e sua dependência de água limpa, áreas preservadas e abundância de peixes as torna **excelentes bioindicadoras da qualidade ambiental**. No entanto, a espécie enfrenta diversas ameaças no Pantanal. Registros como o da lontra leucística, capturados por fotógrafos dedicados, são fundamentais para aproximar o público da vida selvagem, gerar interesse pela conservação e reforçar a importância de proteger esses ecossistemas vitais.
A votação para o Nuveen People’s Choice Award, parte do Wildlife Photographer of the Year, segue aberta até 18 de março de 2026. A iniciativa destaca a beleza e a fragilidade da vida selvagem, incentivando a participação global na conscientização ambiental.