Líder do MDB na Câmara critica carta contra aliança com Lula e a chama de prematura
O líder do MDB na Câmara dos Deputados, Isnaldo Bulhões (AL), reagiu firmemente a uma carta divulgada por 16 diretórios do partido. A missiva defendia a independência da legenda nas eleições presidenciais, posicionando-se contra a ala que apoia a indicação de um vice na chapa do presidente Lula (PT).
Bulhões classificou a iniciativa como “inoportuna e inócua”, argumentando que a discussão está fora do momento político atual. Segundo ele, o foco agora deveria ser na janela partidária e nas filiações, e não em alianças presidenciais.
A declaração foi feita em resposta a um movimento que busca garantir a neutralidade do MDB nas eleições, permitindo que cada diretório estadual faça suas próprias alianças. Conforme divulgado pelo líder emedebista, a questão das alianças presidenciais é um assunto para ser debatido apenas na convenção do partido.
Discussão fora de hora, segundo Isnaldo Bulhões
“É uma discussão totalmente inoportuna, porque é fora do calendário eleitoral. Estamos agora discutindo janela partidária e filiações”, afirmou Bulhões. Ele acrescentou que a discussão é “inócua” e que os setores do partido que a promovem “poderão se arrepender”.
O líder do MDB na Câmara, que é aliado do presidente Lula e apoiou formalmente sua candidatura em 2022, ressaltou que a vaga de vice-presidente pertence a Geraldo Alckmin (PSB), e não foi oferecida pelo PT ao MDB. Caso tivesse sido oferecida, Bulhões considera que o momento seria inadequado.
Carta defende autonomia dos diretórios estaduais
A carta entregue pelos presidentes de 16 diretórios do MDB defendia que a legenda representa a “diversidade de um Brasil continental e federativo”, onde cada estado tem sua realidade social e política. O grupo argumenta que o DNA do MDB, desde 1966, é o compromisso com a democracia e o respeito à pluralidade de opiniões.
O pedido principal do grupo é que o partido não feche aliança com um único candidato a presidente. A proposta é deixar em aberto a possibilidade de que cada diretório estadual forme alianças com candidaturas que considerem mais adequadas para suas realidades locais. A carta foi liderada pelo vice-governador de Goiás e presidente do MDB no estado, Daniel Vilela.
Janela partidária é o foco atual do MDB
A janela partidária é um período crucial para os políticos que desejam trocar de partido sem perder o mandato. Ela também marca o prazo final para que aqueles que pretendem ser candidatos em outubro estejam filiados a uma legenda, com o limite estabelecido para 4 de abril.
Isnaldo Bulhões enfatiza que este é o período para tratar de questões internas e de filiação, e que a discussão sobre alianças presidenciais é prematura e desvia o foco das necessidades imediatas do partido. Ele sugere que qualquer definição sobre a candidatura presidencial deve ocorrer em momento oportuno, como na convenção partidária.