Chanceler alemão Friedrich Merz declara que o regime iraniano está em declínio, citando a crescente insatisfação popular e a violência estatal como sinais do fim iminente.
O chefe de governo alemão, Friedrich Merz, expressou uma visão contundente sobre a situação atual no Irã. Segundo ele, o regime dos aiatolás parece estar em seus “últimos dias e semanas”, um prognóstico baseado na percepção de que a manutenção do poder se dá unicamente pela força.
Merz destacou que quando um governo recorre à violência para se sustentar, isso é um claro indicativo de sua fragilidade. A população iraniana, conforme observado pelo chanceler, está cada vez mais se voltando contra o establishment clerical, impulsionada por uma série de dificuldades que se agravaram com o tempo.
As manifestações, que inicialmente focavam em questões de ordem econômica, evoluíram para um clamor generalizado pela queda da República Islâmica. A Alemanha acompanha de perto os desenvolvimentos, em coordenação com os Estados Unidos e outros aliados europeus, e pede o fim da repressão brutal aos protestos. Conforme informação divulgada pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, nesta terça-feira (13).
Tensões crescentes e apelo por fim da repressão
Friedrich Merz afirmou que a Alemanha mantém um diálogo constante com os Estados Unidos e com outros governos europeus a respeito da crise no Irã. O chanceler fez um apelo direto para que Teerã cesse a repressão violenta contra os manifestantes, que tem resultado em mortes e ferimentos.
A declaração de Merz reflete uma crescente preocupação internacional com a situação dos direitos humanos no país e a resposta das autoridades às manifestações populares. A comunidade internacional observa com atenção os desdobramentos e as possíveis consequências para a estabilidade regional.
Relações comerciais sob escrutínio e pressão dos EUA
Questionado sobre os laços comerciais entre Alemanha e Irã, Merz preferiu não comentar especificamente. No entanto, a situação ganha um novo contorno com a postura firme dos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, anunciou que qualquer país que mantiver negócios com o Irã enfrentará uma tarifa de 25% sobre suas exportações para os EUA.
A Alemanha, apesar de restrições, é o principal parceiro comercial do Irã dentro da União Europeia. Contudo, os dados mais recentes indicam uma queda. As exportações alemãs para o Irã diminuíram 25% nos primeiros onze meses de 2025, totalizando pouco menos de 871 milhões de euros, representando menos de 0,1% do total das exportações alemãs, segundo o escritório federal de estatísticas.
Manifestações evoluem de crises econômicas para pedidos de mudança política
O cenário no Irã tem sido marcado por protestos que transcenderam as queixas iniciais sobre dificuldades econômicas. A população agora expressa um desejo claro por mudanças políticas profundas, mirando diretamente o establishment clerical que comanda o país.
Essa transição nas demandas populares sinaliza um descontentamento generalizado com o sistema político e a gestão do país. A capacidade do regime de responder a essas exigências, ou de contê-las pela força, será crucial para determinar os próximos capítulos dessa crise.