Laura Cardoso rejeitava procedimentos estéticos e valorizava sua aparência natural ao longo da vida.
A renomada atriz Laura Cardoso, que nos deixou aos 98 anos nesta terça-feira (18), era uma figura pública que se destacava por sua firme defesa da beleza natural. Ela expressava abertamente sua recusa a intervenções estéticas e cirurgias plásticas, priorizando sua autenticidade.
Em suas próprias palavras, compartilhadas nas redes sociais, Laura Cardoso afirmava: “Faço sempre limpeza de pele e uso creminhos. Mas botox e plástica nunca fiz!”. Ela relatava que recebia sugestões para realizar tais procedimentos, mas sempre as recusava.
“Eu amo a minha cara, minhas rugas, não sou perfeita e bonitinha. Nunca quis ser bonitinha. Sempre quis ser a melhor no meu trabalho”, declarou a atriz em uma publicação, evidenciando seu foco na carreira e na autoaceitação.
A beleza além dos padrões estéticos
Laura Cardoso também defendia a ideia de que a verdadeira feiura não reside no descumprimento de padrões estéticos, mas sim na ausência de saúde, amor e na falta de pessoas queridas por perto. Para ela, a aparência física não definia a beleza de uma pessoa.
“Eu não sou bonitinha. E não estou nem aí! Mas amo a cara que tenho. Tenho os olhos expressivos”, concluiu, reforçando sua satisfação com sua própria imagem e suas características únicas.
Recusa ao termo “velhinha”
A atriz também tinha uma posição clara sobre como gostaria de ser referida em relação à sua idade. Em uma entrevista concedida ao programa “Provoca” em 2014, Laura Cardoso expressou sua aversão ao vocativo “velhinha”.
“Velhinha, não! Eu recuso! É vivida”, exclamou ela na ocasião, demonstrando seu desejo de ser reconhecida pela experiência e pela vida que viveu, em vez de um termo que pudesse sugerir fragilidade ou fim.
Legado de autenticidade e talento
O posicionamento de Laura Cardoso sobre a beleza e o envelhecimento ressalta um legado de autenticidade e autoaceitação. Sua carreira brilhante no teatro, cinema e televisão, construída ao longo de décadas, é um testemunho de seu compromisso com a arte e com a entrega em cada personagem.
A artista, que nos deixou nesta terça-feira (18), deixa uma marca indelével na cultura brasileira, não apenas por seu talento inquestionável, mas também por sua postura inspiradora de valorização da vida e da própria identidade, conforme foi divulgado por diversos veículos de imprensa.