Justiça de Manaus sentencia criminosos por assalto a joalheria e sequestro de funcionária em shopping

A Justiça do Amazonas proferiu sentenças contra quatro indivíduos envolvidos em um audacioso assalto a uma joalheria no Manauara Shopping, em Manaus, ocorrido em dezembro de 2024. O crime chocou pela violência, com disparos de arma de fogo em pleno centro comercial e o sequestro de uma funcionária durante a fuga.

As condenações resultam de intensas investigações que desvendaram a atuação da quadrilha. Os réus foram responsabilizados por crimes como roubo majorado, restrição de liberdade da vítima, uso de arma de fogo e falsidade ideológica. Um dos acusados, Clenilton Pereira de Lima, recebeu a pena mais severa.

A ação criminosa, que expôs a segurança do shopping ao público, culminou na prisão dos envolvidos, com exceção de um que morreu em confronto com a polícia. A organização do assalto, com apoio logístico, foi um dos pontos destacados pela polícia durante as apurações, conforme informações divulgadas sobre o caso.

Pena severa para um dos acusados

Clenilton Pereira de Lima foi condenado a 15 anos, quatro meses e dez dias de prisão. As acusações que pesam contra ele incluem roubo majorado, restrição de liberdade, uso de arma de fogo e falsidade ideológica. Sua participação no assalto e nas ações subsequentes foi considerada determinante pelas autoridades judiciais.

Outros membros da quadrilha condenados

Menison Pereira Gomes, Antônio Carlos Rodrigues do Nascimento e Leonardo Pereira de Jesus também foram sentenciados. Eles responderam por roubo majorado, concurso de pessoas, restrição de liberdade da vítima e emprego de arma de fogo. No entanto, foram absolvidos da acusação de formação de organização criminosa.

As penas individuais para estes foram de sete anos, dois meses e 24 dias para Menison Pereira Gomes. Já Antônio Carlos Rodrigues do Nascimento e Leonardo Pereira de Jesus receberam a pena de oito anos, oito meses e cinco dias de prisão cada um. A divisão das responsabilidades e o grau de participação foram cruciais para a definição das sentenças.

Modus operandi e recuperação de bens

As investigações revelaram que a ação começou com um dos criminosos se passando por cliente. Após anunciar o assalto, funcionários e clientes foram rendidos, e tiros foram disparados para forçar a abertura do cofre. Na fuga, uma estoquista foi feita refém e arrastada pelos cabelos, sendo posteriormente abandonada em uma área de mata.

Embora o valor total dos itens roubados não tenha sido estimado, a polícia conseguiu recuperar parte dos bens. Entre os itens recuperados estão uma arma de fogo, quatro munições, um notebook, doze relógios, quatro celulares e R$ 2.340,00 em espécie. Um dos assaltantes foi preso em flagrante no dia do crime, escondido em uma passagem subterrânea do shopping.

Morte de suspeito em confronto com a polícia

Um dos suspeitos de participar do assalto, Cláudio Dias, de 22 anos, morreu em confronto com a polícia. O fato ocorreu no Ramal do Pau Rosa, na BR-174. As equipes policiais estavam cumprindo um mandado de prisão contra ele, que era natural do Rio de Janeiro. Ao chegarem ao local, houve troca de tiros, resultando na morte do suspeito.